ConcertinoPortal de pesquisa da música clássica

Os mais famosos compositores da linha do tempo

5. Efeito Mozart - Mozart e Ondas Cerebrais

Última modificação : Sexta, 01 Agosto 2014 18:31



Pesquisas comprovam que ouvir certas músicas de Mozart ativa os neurônios e melhora a inteligência. O primeiro indício do que viria a ser chamado “Efeito Mozart” surgiu em 1989, quando o neurobiólogo americano Gordon Shaw simulou a atividade cerebral em um computador. Em vez de imprimir um gráfico dessa simulação, ele decidiu transformá-la em sons. E, para sua surpresa, o ritmo do som cerebral se mostrou muito parecido com a música barroca. “Não é uma música tão bonita quanto à de Mozart, mas seu estilo é bem distinto, fácil de reconhecer”, disse ele. Foi aí que pensou em testar qual seria o efeito das obras do compositor no cérebro do ouvinte. Em outras palavras, será que esse tipo de composição musical de alguma forma amplia a atividade das células nervosas cerebrais? Os resultados foram muito positivos nos testes de Q.I. A partir de então, experiências distintas feitas por colegas de outras universidades chegaram a resultados diferentes. Algumas não produziram nenhum “efeito Mozart”, enquanto outras confirmaram o trabalho de Shaw. Nascia assim a polêmica.


O tira-teima veio mais recentemente, quando Shaw e colegas usaram aparelhos de ressonância magnética para mapear as áreas do cérebro que são ativadas pela música – ressonância magnética funcional. Percebeu-se então que, além do córtex auditivo, onde o cérebro processa os sons, a música também ativa partes associadas com a emoção e, com Mozart, o cérebro todo se “acende”. Apenas ele ativa áreas do cérebro envolvidas com a coordenação motora, visão e outros processos mais sofisticados do pensamento. Infelizmente, tal aparelho não explica a razão desse fenômeno.


De todo modo, esse trabalho científico provou indubitavelmente que o ensino da música aumenta muito a capacidade mental das crianças. Se elas forem apresentadas a Mozart bem cedo, quando ainda estão desenvolvendo sua rede neural, o resultado positivo pode durar para toda a vida, alegam os especialistas.A composição usada como carro-chefe das pesquisas é a Sonata para dois pianos, em Ré Maior, K.448. Há grande destaque, também, para os Concertos para violino nºs 3 , em Sol Maior K.216 e nº 4, em Ré Maior K.218.


O Efeito Mozart é a pedra de Rosetta para o código ou linguagem internas de funções cerebrais superiores.

 

 

Sonata para dois pianos, em Ré Maior, K.448:

 

1º Movimento

http://youtu.be/v58mf-PB8as

 

 

2º Movimento
http://www.youtube.com/watch?v=myJOl7ia0gg

 

 

3º Movimento
http://youtu.be/iiqmNpHw8RU

 

 

Concerto para violino nº 3 , em Sol Maior K.216:

 

1º Movimento
http://youtu.be/UkSOUya4mlo

 

  

2º Movimento
http://youtu.be/LjmMdQaQkHM

 

 

3º Movimento
http://youtu.be/clN2i4h0aVQ

 

 

Concerto para violino nº 4 , em Ré Maior K.218:

 

1º Movimento

http://youtu.be/f9sVpgcsUKU


 

http://youtu.be/UWIgqczwIH4

 


http://youtu.be/MHo0uvM1iNc


 

2º Movimento
http://youtu.be/e76nBDWJmbg

 

 

3º Movimento
http://youtu.be/q4UVA-wkoXs

 

 

1. Introdução 

2. A Musica de Mozart

3. Desenvolvimento do aparelho auditivo

4. O som e o organismo

6. Breve biografia de Mozart

7. O poder da música

8. Efeito de todos os estilos musicais no organismo

 

 

Fonte “Efeito Mozart” - Don Campbell, Ed.Rocco