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PAVANE POUR UNE INFANTE DÉFUNTE

Última modificação : Quinta, 22 Maio 2014 13:50


MAURICE RAVEL (1875-1937)

FRANCÊS – ESCOLA NACIONALISTA FRANCESA/IMPRESSIONISMO - 88 OBRAS 

 

PAVANE POUR UNE INFANTE DÉFUNTE (Pavana para uma Princesa Defunta) 

Essa peça foi escrita em 1899 para piano, durante os estudos do compositor no Conservatório de Paris quando tinha apenas 24 anos, e em 1910 foi orquestrada. É baseada em uma idéia apresentada por seu professor Gabriel Fauré em 1887, tendo como inspiração um quadro do pintor espanhol Velásquez. Foi dedicada à princesa Edmond de Polignac (Winnaretta Singer, filha do milionário das máquinas de costura e em cujo salão Ravel costumava tocar). Segundo o autor, a peça não evoca nenhum momento histórico, mas somente a dança de uma princesa jovem na corte espanhola. O título não tem nada a ver com morte ou lamento, mas ele foi escolhido por aliteração: Ravel gostou da combinação de “infante défunte” e por isso a adotou como nome da obra. Devido às suas raízes bascas, Ravel tinha uma predileção especial pela música espanhola. A pavana era uma tradicional dança espanhola em movimentos lentos, que gozou de grande popularidade entre os séculos XVI e XVII. Como peça para piano, a estréia se deu em 05 de abril de 1902, na Sala Pleyel, durante um concerto da Societé Nationale, sendo executada por Ricardo Vines. Foi bem aceita pelo público, mas não pelos críticos. Como peça orquestral, a estréia aconteceu nos Concertos Hasselmans, em 25 de dezembro de 1911, sob a regência de Alfredo Casella.


Vídeos:


Versão orquestral


Versão piano solo