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Os mais famosos compositores da linha do tempo

SCHUMANN, CLARA (1819-1896)

Última modificação : Quarta, 10 Dezembro 2014 19:42



ALEMÃ – ERA ROMÂNTICA – C. 45 OBRAS


 

Grande pianista do século XIX, Clara Schumann (Wieck) foi um dos primeiros artistas a interpretar programas desafiadores, de grande qualidade musical, de memória. Tanto Schumann, seu marido, como Brahms, grande amigo, buscaram conselho musical junto a ela. Algumas obras suas foram bastantes reputadas na época, mas ela achava que "uma mulher não deve desejar compor".



Clara Schumann, nascida Clara Josephine Wieck (Leipzig Saxônia, 13 de setembro de 1819 – Frankfurt Am Main, 20 de maio de 1896) foi uma pianista e compositora da era romântica alemã. Era casada com o também compositor Robert Schumann.

 

Desde muito jovem, aprendeu a técnica do piano com seu pai, Friedrich Wieck. A mãe Marianne, era uma excelente concertista. Quando Clara tinha 4 anos, os pais se divorciaram, e posteriormente Friedrich ganhou a custódia da menina. Aos 5 Clara começou a ter aulas de piano sob a disciplina rígida do pai. A partir dos 13 anos desenvolveu uma brilhante carreira, apresentando-se em vários palcos pela Europa.

 

Aos 14 anos, começou a compor o Concerto para piano em lá menor, que foi apresentado por ela mesma como solista aos 16 anos, sob a regência de Felix Mendelssohn.

 

Destacou-se também pela performance de compositores românticos da época, como Chopin e Carl Maria Von Weber.

 

Na adolescência iniciou um romance com Robert Schumann que na época era aluno de seu pai. Ao tomar conhecimento da ligação de Robert e Clara, Wieck ficou furioso, pois Robert tinha problemas com a bebida, o fumo e crises depressivas. Preocupado com o futuro da filha, proibiu a relação. A conseqüência foi uma longa batalha judicial na qual, após um ano de litígio, Schumann conseguiu a permissão para casar-se com Clara, após ela completar 21 anos.

 

Depois do casamento, Clara e Robert começaram a trabalhar juntos, ele compondo e ela interpretando e divulgando suas composições. Clara continuou a compor, mas a vida em comum era complicada, pois ela foi forçada a parar a carreira por diversos períodos, devido aos filhos e, apesar de Schumann aparentemente encorajar sua criação musical, Clara abdicou muitas vezes dela para promover as peças do marido. A situação era agravada por várias diferenças entre o casal: Clara adorava turnês, Robert as odiava; ele precisava de silêncio e tranqüilidade para tocar piano, o que significava que Clara ficava em segundo plano, pois somente após os estudos do marido ela poderia usar o instrumento.

 

Outro problema eram as constantes crises nervosas de Schumann, que fizeram Clara assumir as responsabilidades familiares sozinha. A pior crise de sua vida aconteceu quando ele entrou em depressão crônica, o que obrigou a família a interná-lo num manicômio, onde ficou por dois anos, até sua morte. Após 14 anos de casamento, Clara ficou sozinha com os filhos, tendo que dar aulas para sustentar a família.

 

A partir daí, ironicamente, ela ficou livre para compor e dar concertos, e sua carreira finalmente se desenvolveu. A amizade com Johannes Brahms foi o principal sustentáculo nesse período, o que deu margem a rumores de que os dois teriam um romance. Foram anos de colaboração mútua, já que os dois artistas eram defensores ferrenhos da estética romântica ligada a um padrão mais formal, e opositores de Wagner e Liszt.

 

A amizade durou até o final da vida de Clara. Os últimos anos da compositora foram marcados por uma brilhante carreira como professora e o reconhecimento como concertista, chegando até a ser comparada com Liszt.

 



Fonte: Wikipaedia