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Os mais famosos compositores da linha do tempo

SAINT-SAËNS, CAMILLE (1835-1921)

Última modificação : Sexta, 06 Setembro 2013 16:39


FRANCÊS – ESCOLA NACIONAL FRANCESA – 420 OBRAS

 

Compositor, pianista e organista, bem como erudito em outros domínios, Saint-Saëns foi uma das figuras culturais francesas mais relevantes do século XIX. Sua vida e carreira musicais longas abrangem o período romântico e sua transição para a era moderna. Atuou como ponte vital entre a tradição da ópera ligeira francesa e a nova aurora romântica de Wagner, embora defendesse a revitalização do clássico.

 

Camille Saint-Saëns (Paris, 9 de outubro de 1835 – Argel, 16 de dezembro de 1921) foi um compositor, pianista e organista francês.

 

Vida. Seu pai morreu quando ele tinha apenas quatro meses de idade, e Camille foi criado pela mãe e por uma tia. Como havia um piano na casa, aos dois anos e meio de idade o garoto já gostava de brincar ao instrumento e em pouquíssimo tempo já tocava pequenas melodias sem ter sido ensinado por ninguém. Sua mãe e sua tia lhe deram as primeiras lições de teoria musical.

 

Aos 7 anos de idade já escrevia pequenas peças. Recebeu lições de piano de Camille Stamaty e Alexandre Boëy, e harmonia de Pierre Maleden. Aos 10 anos já conseguia tocar algumas peças mais difíceis de Mozart e Beethoven.

 

Apresentou-se em público pela primeira vez na Sala Pleyel, em Paris, a 6 de maio de 1846, antes de completar 11 anos de idade. Na ocasião, executou o Concerto

nº 3 de Beethoven e o nº 15 de Mozart, para o qual escreveu sua própria cadência. Aos 13 anos de idade, entrou para o Conservatório de Paris, onde estudou órgão com Benoist, contraponto e fuga com Jacques Fromental Halévy.

 

Para auxiliar a família, tocava órgão na Igreja de Sr. Merry, e em 1857 obteve o cargo de organista na Igreja de Madeleine, cargo que ocuparia por 20 anos. Aos 25 anos já era famoso na Europa inteira como compositor, tendo escrito três sinfonias, um concerto para violino, um quinteto e peças de música sacra.

 

Tornou-se amigo de Liszt, que ao vê-lo improvisando ao órgão de Madeleine, classificou-o como “o maior organista do mundo”.

 

Saint-Saëns conhecia música profundamente, familiarizado com as obras dos grandes compositores europeus antigos e modernos. Possuía uma vasta e sólida cultura em filosofia, ciência e literatura, sendo que astronomia era sua especialidade. Escreveu um livro de filosofia – “Probèmes et Mystères”-,  versos, uma comédia, e até os libretos de várias de suas óperas.

 

Saint-Saëns gostava muito de viajar. Movido por impulsos súbitos, fazia excursões repentinas às partes mais distantes do planeta, pois dava-lhe prazer conhecer lugares exóticos. Visitou a Espanha, as Canárias, o Ceilão, a Indochina, o Egito, esteve várias vezes na América. Deu concertos no Rio de Janeiro e em São Paulo em 1899, com a colaboração de Luigi Chiafarelli, uma figura de destaque no ambiente musical brasileiro. Visitou também São Francisco, na Califórnia.

 

A morte veio colhê-lo numa cama de hotel em Argel, na Argélia, no dia 16 de dezembro de 1921. “Acredito que agora chegou mesmo o meu fim”, murmurou, e fechou os olhos para sempre. Já fazia tempo que este homem feliz desejava a morte secretamente.

 

Obra. A obra de Camille Saint-Saëns é imensa: sinfonias, concertos para piano e violino, peças para órgão, musica vocal e instrumental, sacra e profana. Entre as peças mais conhecidas deste compositor, podemos citar: o Concerto para violino nº3 em si menor (op. 61); a Danse Macabre; Rondò Capriccioso para violino e orquestra (uma peça extremamente brilhante para o violino); o Carnaval dos Animais.

 

Saint-Saëns compôs várias óperas, mas somente uma delas é tida pela posteridade como uma obra prima imortal: Samson et Dalila (Sansão e Dalila).

 

Uma amostra da riqueza de suas composições pode ser admirada nas telas de cinema: no primeiro dos filmes do porquinho Babe, o 4º e último movimento da Sinfonia nº 3 “Órgão” serve de fundo para a cena do fazendeiro, que canta uma versão inglesa para a belíssima melodia, chamada “If I had Words”.

 


Fonte: Wikipaedia