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Os mais famosos compositores da linha do tempo

ROSSINI, GIOACHINO ANTONIO (1792-1868)

Última modificação : Sexta, 14 Agosto 2015 16:29


 

ITALIANO – ÓPERA ROMÂNTICA – C. 240 OBRAS

 

Nascido poucos meses após a morte de Mozart, Rossini foi o maior compositor de ópera entre as décadas de 1810 e 1830, quando abandonou prematuramente a composição. Suas óperas cômicas exalam inventividade e alegria, enquanto as sérias têm grande beleza melódica e soberba escrita tanto para vozes como para orquestra. Um festival anual em sua cidade natal, Pesaro, celebra sua obra.

 

 

Vida. Compositor italiano, Gioachino Antonio Rossini nasceu em Pesaro a 29 de fevereiro (ou 2 de março) de 1792 e morreu em Paris a 13 de novembro de 1868. Depois dos estudos musicais bastante precários em Bolonha – onde escreveu alguns quartetos de corda no estilo de Haydn -  dedicou-se inteiramente ao teatro. Escreveu rapidamente, grande número de óperas; o primeiro sucesso foi Tancredi (1813). Nomeado diretor do teatro San Carlo, em Nápoles, escreveu It Barbieri di Siviglia, cuja estréia em Roma, a 26 de dezembro de 1816, foi vaiada; mas a partir da segunda apresentação, no dia seguinte, tornou-se o maior sucesso de toda a história do teatro musical, na Itália e no estrangeiro.

 

Em 1823 aceitou um vantajoso contrato permanente com a Ópera de Paris, onde passou a residir e foi entusiasticamente festejado. Mas depois da revolução de julho de 1830 e dos primeiros sucessos de Meyerbeer, Rossini abandonou o teatro. Só escreveu em 1832, um Stabat mater, música frívola, operística que, no entanto, encontra até hoje admiradores, e uma missa, que tem uma qualidade superior de composição. Passou o resto da vida dedicado aos prazeres da mesa, famoso por suas frases espirituosas e maliciosas.

 

Óperas cômicas. A alegre ópera L´Italiana in Algeri (1813; A Italiana em Argel) foi eclipsada pelo sucesso enorme de Il Barbiere di Siviglia (1816; O Barbeiro de Sevilha), que é até hoje a ópera mais representada na Itália e muito exibida no estrangeiro. Merece isso,  pela verve da abertura a das árias e pelo efeito irresistível das cenas cônicas. de Cenerentola (1817; Cinderela), que é musicalmente mais séria, só sobrevivem algumas árias, modelos de bel canto, e de La Gazza ladra (1817; A Pega ladra) só a abertura.

 

A música dessas obras é muito divertida, sem seriedade nenhuma, mas excelentemente adaptada ao texto e, sobretudo, à ação dos cantores no palco. A contribuição principal de Rossini para a música de ópera é a exploração do elemento histriônico.

 

Óperas sérias. No entanto, a ambição de Rossini foi a ópera séria, trágica, para a qual não tinha o mesmo talento. É digno de nota o fato de que as aberturas de suas óperas sérias poderiam muito bem figurar como introduções a óperas cômicas. E hoje sobrevivem, realmente, só as aberturas. Mas na época, Tancredi (1813) foi muito admirada, mais ainda Mosè in Egitto (1818; Moisés no Egito), que se afigurava aos contemporâneos espécie de oratório no palco. Mas também não se cansaram de ouvir Otello (1816) e Semiramide (1823), hoje totalmente esquecidos. Só La Donna del lago (1824; A dona do lago) teve, imerecidamente menos sucesso.

 

A grande obra séria de Rossini é sua última ópera: Guillaume Tell (1829). A abertura é, realmente, um bom trecho de música. Mas, na próxima ópera, a "luta pela liberdade" parece-nos hoje travada como por soldados de chumbo. Os italianos, porém, descobriram e descobrem nessa obra os primeiros sinais do Risorgimento.

 

O sucesso de Rossini. Guillaume Tell, assim interpretado, é uma exceção. A música de Rossini acompanha a época da Restauração, entre 1815 e 1830, e foi o divertimento predileto de uma sociedade frívola e deliberadamente apolítica. É por isso que Rossini conquistou triunfalmente a Europa, um "Napoleão da música", como disse Stendhal, que cometeu o erro de colocá-lo na mesma altura de Mozart. Balzac também o considerava o maior músico de todos os tempos, elogio que depois de 1830 já não tinha mais sentido.

 

 

 

 

Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional