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Os mais famosos compositores da linha do tempo

24 anos sem César Guerra-Peixe

Última modificação : Segunda, 02 Janeiro 2017 14:19


 

 

César Guerra-Peixe nunca será esquecido graças ao legado artístico que deixou. Suas composições trazem temas folclóricos modernos e demonstram toda a riqueza e autenticidade do nosso país. O compositor, que também foi pesquisador, professor e ensaísta, era filho de imigrantes portugueses de origem cigana e já tocava violão, bandolim, violino e piano aos nove anos.Na Escola de Música da UFRJ começou sua formação teórica: estudou violino, harmonia e música de câmera. Para sobreviver, passou a trabalhar como músico em orquestras de salão que tocavam em confeitarias e bares. O compositor morreu em 26 de novembro de 1993.


Saiba mais sobre Guerra-Peixe: http://bit.ly/RcQKHr

 

Confira: http://bit.ly/V1JtGf

 

 

NACIONALIZAÇÃO DE OUTRAS OBRAS

Guerra-Peixe fez uma série de arranjos para o programa “Ritmos Cruzados”, na Rádio Tupi, modificando o ritmo de melodias conhecidas. O “Moto perpétuo” de Paganini ganhou uma versão de choro, a “Sonata ao luar” de Beethoven um ritmo de swing, e “Danúbio Azul” de Johann Strauss foi executada em ritmo de samba.

 

Confira: http://bit.ly/10XGOCC

 

 

CINEMA

Guerra-Peixe teve forte presença no cinema no Brasil. Participou de 28 filmes, dos clássicos do diretor Alberto Cavalcanti às chanchadas da Atlântida, cuidando da direção musical ou escrevendo a trilha sonora. Compôs trilhas para o filme “O Canto do Mar” (que recebeu o Prêmio Governo do Estado de São Paulo, o Prêmio Saci, do Rio de Janeiro, além de elogios da crítica cinematográfica em Londres, Viena, Praga e outras cidades da Europa).Também foi premiado, em 1953, como melhor autor de música de cinema. Em 1941 regeu pela primeira vez uma orquestra no cinema com o filme “O dia é nosso”, comédia caipira dirigida por Milton Rodrigues. Compôs também a trilha sonora para o filme “Soledade”, pelo qual recebe o prêmio de melhor trilha sonora no IX Festival de Cinema de Brasília.

 

Confira: http://bit.ly/UnF6IT 



GUERRA-PEIXE E O DODECAFONISMO

César Guerra-Peixe já conhecia e dominava o sistema dos doze sons aprendido com Hans-Joachim Koellreutter, quando, em 1947, escreveu os Divertimentos nº 1 e 2 para orquestra de cordas. Em ambas as obras, seu objetivo era conciliar o caminho para o modernismo com a música brasileira nacionalista. Junto a outros nomes como Tom Jobim, Arnold Schoenberg, Aaron Copland e Igor Stravinsky, é lembrado como um dos principais compositores que utilizaram o dodecafonismo serial em suas obras.

 

Confira: http://bit.ly/Rd7kqD



OBRAS

Guerra Peixe é autor de uma obra vasta. Entre elas duas sinfonias – inclusive uma dodecafônica. Compôs ainda duas suítes sinfônicas, numerosas peças de música de câmara (Noneto, Trio 1945, Quarteto 1947), três peças para violão (Ponteio, Acalanto e Choro) além de obras para flauta, violino, fagote e piano. O compositor passou a conhecer o folclore brasileiro, unindo à sua música uma nova dimensão a partir do estudo de ritmos nordestinos como o maracatu, coco, xangô e frevo. O compositor descobriu que os passos do frevo foram trazidos por ciganos de origem eslava e espanhola, e não por negros africanos, como se pensava até então.

 

Confira: http://bit.ly/TezwVt