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Os mais famosos compositores da linha do tempo

TROMBONE

Última modificação : Quinta, 24 Janeiro 2013 17:07


O trombone é um aerofone da família dos metais. É mais grave do que o trompete e mais agudo do que a tuba.


Há duas variedades de trombones quanto à forma:

. Trombones de pisto: utiliza pistos mecânicos como o trompete.

. Trombone de vara: possui uma válvula móvel – vara que, ao ser deslizada, altera o tamanho do tubo, mudando a nota. São várias as particularidades da vara:

  - Faz com que o trombone apresente todas as notas dentro da sua extensão – é comum entre os instrumentos de pisto um orifício, isto é, notas ausentes na região grave.

  - Deixa o timbre do instrumento mais homogêneo em todos os registros, já que o ar não muda de caminho, apenas aumenta ou diminui o percurso.

   - É mais adequado para realizar efeitos como o glissando.

   - Requer um maior cuidado com a afinação.

 

A família do trombone apresentava originalmente os instrumentos: soprano, contralto, tenor, barítono e baixo. Com a evolução da música, alguns tipos foram sendo abandonados. O Romantismo consagrou o trombone tenor como o mais nobre da família. Atualmente, utiliza-se com mais frequência o trombone tenor-baixo, em Fá-Si bemol, e modelos dotados de válvulas mecânicas acionadas com a mão esquerda.

 

HISTÓRIA

 

Da trompa primitiva, importada do Egito, passou a ser construído de cobre, prata e mais tarde, na Idade Média, de orichalchi – liga especial idêntica ao latão. Aqui surge o trombone de vara. A antiga trompa era de forma reta, com um bocal em sua extremidade superior enquanto que em sua extremidade inferior se formava uma campana representando a cabeça de um animal. Documentações e pinturas de Peregrino, como as que se conservam no Escorial – Palácio dos Reis, em Madri, levam a crer que um dos primeiros trombones de vara foi inventado e usado por Spartano Tyrstem no final do século XV.

 

Não se sabe ao certo como era chamado o trombone de vara antes do século XVI – talvez sackbut. A partir daí, o “sacabucha” era tratado na Itália por “trombone a tiro” – trompa spezzat; na Alemanha, “zugpousane; na Inglaterra “sackbut; e na França, trombone à coulisse.

 

Até então os instrumentos de cobre de bocal tinham sua gama de sons limitada aos sons harmônicos de um som fundamental, que dependia do comprimento total do instrumento. Por isso, trocava-se de instrumento de acordo com a tonalidade da música a ser tocada. Posteriormente, foi desenvolvido um sistema de módulos com encaixes que permitiam aumentar ou diminuir o tamanho do instrumento, alterando seu som fundamental.

 

O trombone foi o primeiro instrumento de cobre que apresentava a vara móvel. Tratava-se de uma evolução do sistema de módulos em que, ao invés de encaixar e desencaixar partes, bastava correr a vara ao longo do instrumento para aumentar ou diminuir o tamanho do tubo. Dessa forma, podia-se dispor de sete sons fundamentais obtidos a partir de sete posições da vara, além de todos os seus harmônicos, o que permitia executar no instrumento a escala cromática. Por isso, na época, foi considerado o mais perfeito dos instrumentos de bocal.

 

Dos instrumentos da família do trombone, o soprano foi rapidamente abandonado, pois não era uma trompa talhada no registro agudo. Ficaram o contralto em Mi bemol, o tenor em Si bemol e o baixo em Fá. Há diversas composições para trombone contralto, tenor e baixo que adicionam ainda uma corneta a fim de realizar a parte do soprano.

 

Ao desuso do trombone soprano seguiu-se o do trombone contralto, restando somente o tenor em Si bemol. Pela aplicação de uma bomba mestra, colocada em ação por um quarto pistão do trombone e uma válvula rotatória posta em ação pelo polegar esquerdo no trombone tenor, dá-se a substituição do trombone baixo. Sabe-se que o trombone contrabaixo, ou cimbasso, de forma igual à do trombone tenor, à uma oitava inferior deste, foi construído por Giuseppe Verdi para obter maior homogeneidade na família dos trombones.

 

Na segunda metade do século XVII não houve grandes avanços técnicos no trombone de vara. Preocupava-se com os demais instrumentos de bocal, cuja insuficiência se manifestava cada vez mais evidente, principalmente depois do fracasso de Halernof com a aplicação da bomba coulisse, primeiro ao corno e depois à trompa, por volta de 1780, em busca de uma solução para possibilitar a esses instrumentos a execução dos sons da escala cromática.

 

A partir das cinco ou seis chaves, que funcionavam sobre orifícios num sistema de alavanca semelhante ao dos clarinetes e flautas do austríaco Weidinger e do inglês Halliday, e da “encastre risorte” aplicada à trompa pelo francês Legrain, chegou-se aos pistões inventados por Bluhmel. Eles foram aplicados à trompa pela primeira vez por Stölzel em 1813. Essa invenção consiste em três tubos suplementares, de diferentes comprimentos, que se comunicam cm o tubo principal por meio de válvulas.

 

Em 1829, o fabricante vienense Riedl inventou os pistões duplos – dois para cada bomba, por meio das alavancas que ficavam fixas, que funcionavam como pedais de harpa para trocar rapidamente a tonalidade. O novo mecanismo foi logo substituído por cilindros ou válvulas rotatórias acionadas através de alavancas com muito pouca diferença do mecanismo que se aplica hoje em dia. Esse mecanismo passou a chamar-se “mecanismo à máquina”.

 

O fabricante Adolphe Sax elevou a seis o número de pistões, dando-lhe o nome de “sistema dos instrumentos dos seis pistões independentes”, a fim de obter melhor afinação, principalmente nas notas que requerem o emprego simultâneo de dois e três pistões. Mas, a inovação não teve êxito, devido ao seu complicado mecanismo.

 

Apesar de todas essas transformações e inovações, atualmente o trombone à máquina – pistões – não é um instrumento indicado para orquestras. Pode ser encontrado em fanfarras e bandas marciais.

 

MODELOS

 

Os modelos mais utilizados hoje são:

 

. Trombone Tenor em Si bemol calibre fino (.508” vara e 7-1/2” na campana), sem rotor – para música popular e jazz. Também conhecido por Trombone Jazz ou “Cabeça de Gato”.

 

. Trombone Tenor em Si bemol calibre largo (.547” vara e 8.5” na campana), com ou sem rotor, em Fá – para música clássica. Também conhecido por Trombone Tenor Sinfônico.

 

. Trombone Baixo em Si bemol calibre largo (.562” vara e 9.5” na campana), com 2 rotores, sendo um em Fá e o outro em Si bemol – utilizado em ambos os estilos de música.

 

Os calibres acima podem variar de acordo com o fabricante. Apesar dos três modelos serem em Si bemol, eles tem timbres bem diferentes devido ao calibre. O trombone baixo hoje em dia é fabricado em Si bemol, porém com um calibre maior que o do tenor sinfônico, tendo dois rotores que podem ser afinados em Fá e em Si bemol. Quando os dois rotores são acionados juntos, afinam em Ré.

 

Outro fato é que, apesar do trombone ser conhecido por ter a afinação em Si bemol, a sua escrita é em Dó.


Vídeo:

http://youtu.be/c1CjAUUlnVE


 

Fonte: Wikipaedia.com