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CLARINETE

Última modificação : Quinta, 31 Dezembro 2015 15:05



 

Classificação: Instrumento de sopro | Madeiras

 

Classificação Hornbostel-Sachs: Instrumento de palheta simples com chaves


O clarinete, ou clarineta, é um instrumento de sopro constituído por um tubo cilíndrico de madeira, com uma bocarra cônica de uma única palheta e chaves – hastes metálicas ligadas a tampas para alcançar orifícios aos quais os dedos não chegam naturalmente. Possui quatro registros: grave, médio, agudo e superagudo. Os clarinetes são tradicionalmente feitos de metal, ébano, granadilho, ebonite ou plástico.

 

História

 

O clarinete é descendente do chalumeau, instrumento bastante popular na Europa desde a Idade Média. Em 1690, Johann Christoph Denner, charamelista alemão, acrescentou à sua charamela uma chave para o polegar da mão esquerda, para que isso lhe proporcionasse mais possibilidades sonoras. Surgiu, assim, o clarinete contemporâneo, Introduzido nas orquestras em 1750, foi um dos últimos instrumentos de sopro incorporados à formação orquestral moderna.

 

Tipos de clarinete

 

. Clarinete sopranino: em Lá bemol, uma oitava acima da requinta.

 

. Clarinete requinta: em Mi bemol ou em Ré – uma quinta acima do soprano. A requinta em Ré é antiga e incomum atualmente.

 

. Clarinete soprano – ou clarinete padrão: o mais comum, geralmente afinado em Dó, Si bemol ou Lá.

 

. Clarinete basset: em Lá, muito usado nos concertos de W.A.Mozart.

 

. Cor de basset ou corno basseto: espécie de clarinete em Fá, tem o corpo ligeiramente diferente – curvo ou angular – também usado por W.A.Mozart, mas caiu em desuso.

 

. Clarinete alto: em Mi bemol, uma quinta abaixo do soprano.

 

. Clarinete baixo ou clarone: em Si bemol, uma oitava abaixo do soprano.

 

. Clarinete contralto ou clarone contralto: em Mi bemol, uma quinta abaixo do clarone e uma oitava abaixo do clarinete alto.

 

. Clarinete contra-baixo ou clarone contra-baixo modelo Leblanc: em Si bemol, feito de metal, 2 oitavas abaixo do soprano.

 

. Clarinete contra-baixo ou clarone contra-baixo modelo Selmer: em Si bemol, duas oitavas abaixo do soprano. Possui o dobro do tamanho do clarinete de metal e é feito de ébano.

 

. Clarinete octo contra-baixo: em Si Bemol, três oitavas abaixo do soprano. Feito de metal, tem uma altura de 2,76 metros.


Sistemas de chaves/registros e anéis

 

Existem vários sistemas de chaves para clarinetes. O chaveamento para esse instrumento foi evoluindo com o tempo, tornando-se mais ergonômico, facilitando vibratos, glissandos e melhorando a entonação.

 

No início do século XIX, o clarinete tinha de 6 a 7 chaves, mas não existia um sistema padronizado. Por volta de 1811, Iwan Muller fez vários aprimoramentos no clarinete e, por volta de 1815, o sistema Muller com 13 chaves passou a ser usado.

 

Hoje em dia, o sistema de chaves mais usado é o Boehm. Ele recebeu este nome porque tem como base o sistema com o mesmo nome que se tornou padrão nas flautas transversais, criado pelo inventor Theobald Boehm. Esse sistema foi adaptado para o clarinete por Hyacinthe Klosé e Auguste Buffet.

 

O sistema de Muller usado no século XIX deu origem a dois outros sistemas: o Albert, que é usado no leste europeu em bandas de jazz – principalmente no sul dos Estados Unidos – e é o sistema preferido dos clarinetistas de Klezmer. E o sistema Oehler, que é usado principalmente na Alemanha e Áustria.

 

O número de chaves/registros e de anéis pode variar bastante, dependendo do sistema usado, do tipo de clarinete e do fabricante. Devido ao número reduzido de chaves e anéis, o sistema Albert é também conhecido como sistema simples. Existiram vários sistemas experimentais e transitórios, dentre eles o Albert Aperfeiçoado e o Mazzeo, ambos produzidos pela Selmer.

 

Instrumento transpositor

 

O clarinete pertence a um grupo de instrumentos chamados de transpositores, o que, em poucas palavras, pode ser resumido da seguinte forma: a nota escrita na partitura é diferente da nota verdadeira que ouvimos, isso é devido à própria afinação do instrumento.

 

As possibilidades harmônicas, o grande controle de dinâmicas que o instrumento permite, a agilidade e extensão de notas e timbres dão ao clarinete uma posição de destaque nas orquestras modernas. No entanto, o clarinete ainda não é um instrumento perfeito e algumas notas ainda apresentam sérios problemas de afinação. O controle dessas imperfeições cabe ao músico, e isso ajuda a tornar esse instrumento um grande desafio.

 

O timbre do clarinete é bastante diversificado. Na região grave, chamada de chalumeau, o timbre é aveludado, cheio e obscuro. No registro médio, há uma mudança fantástica, pois o timbre se torna brilhante e expressivo. Conforme o registro vai se tornando agudo, o timbre torna-se cada vez mais brilhante, ganhando uma natureza humorística e sarcástica.


Clarinete ou clarineta?


Os dois termos estão corretos. No Brasil é mais usado clarinete, pois este instrumento foi trazido ao país pelos italianos, em cujo idioma esta palavra é do gênero masculino. Nos lugares onde houve uma maior influência francesa, o instrumento é designado no feminino, clarineta, vindo do gênero feminino da língua francesa.



Vídeo:


http://youtu.be/5A8jZJaYhaU


 

Fonte: Wikipaedia.com