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CONTRABAIXO

Última modificação : Sexta, 05 Agosto 2016 15:40


 

Etimologia. O instrumento é designado pelo it. contrabasso, fr. contrebasse, ing. double bass, al. Kontrabass ou gross Bass Geige, esp. contrabajo, port. contrabaixo. O modelo geral é o it. contrabasso, do final do século XV de onde o fr. contrebasse, de 1512, o esp. contrabajo, de 1553, e as demais línguas, do século XVII do XVIII.

 

Definição. É o maior e o mais grave dos instrumentos da família dos violinos. Atualmente é mais usado com quatro cordas e com a chamada afinação alemã em quartas, isto é, do mais grave para o mais agudo: mi1, lá1, ré2 e sol2, que ressoam à oitava inferior das notas escritas. Sua música é escrita nas claves de fá na quarta linha, dó na quarta linha e raramente na de sol. Suas cordas são de aço. Emprega dois tipos de arco: um parecido com o do violoncelo, porém mais pesado, e outro chamado dragonetti, derivado do nome do grande contrabaixista da escola bolonhesa Domenico Dragonetti (1763-1846). Entre os efeitos notáveis do contrabaixo estão os pizzicati, a ponto de na música popular só ser tocado dessa maneira, dispensando o arco.

 

História. O contrabaixo aparece no século XV como baixo da família dos violinos, embora haja quem o considere último representante da família das violas, pois delas conservou as espaldas caídas, o fundo chato, as costilhas muito largas, adotando mais tarde a forma dos ff – aberturas ou orifícios harmônicos. Foi Giovanni Bottesini (1821-1889) quem, além de introduzir um modelo de arco nos moldes do usado no violoncelo, adotou a empunhadura dos violoncelistas. A partir do século XVII, generalizou-se o emprego das aberturas dos ff, como os do violino, bem como a cabeça ou voluta onde ficam as cravelhas que são mecânicas.

 

As medidas do instrumento são variáveis. Geralmente tem em média 1,80m de altura total. Hoje só se emprega a afinação em quartas. É o único instrumento transpositor da família dos violinos.

 

Na orquestra moderna, o contrabaixo adquiriu relevo maior, deixando de representar apenas o reforço, a uma oitava inferior, das partes escritas para o violoncelo.Como exemplo, o início da terceira cena do último ato da ópera Otello (1887) de Verdi. Um contrabaixo já foi incluído entre os 24 violons du roy (violinos do rei) de Luis XIV. Na orquestra do Ópera de Paris, foi introduzido em 1706. Domenico Dragonetti (1763-1846) desenvolveu a técnica do instrumento e o transformou em instrumento solista. Virtuoses do contrabaixo foram Giovanni Bottesini e Sergei Kussevitsky.

 

A primeira composição em que o contrabaixo é de fato solista é o Sexteto (1787) de Luigi Boccherini, seguindo-se Rossini, Schubert no quinteto Die Forelle (1819; A Truta), Dvorák no Quinteto Op.77 (1875), Stravinski em L´Histoire du soldat (1918; A História do Soldado), entre outras.



Vídeo:

http://youtu.be/Bey6eS7IJxE


 

 

Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional