ConcertinoPortal de pesquisa da música clássica

Os mais famosos compositores da linha do tempo

INSTRUMENTOS DE VIDRO

Última modificação : Terça, 24 Maio 2016 15:13



Um dos grandes mistérios da história da música tem a ver com o aparecimento – e o desaparecimento – de uma geração inteira de instrumentos de vidro. No oriente, em tempos bem antigos, já eram usados copos com níveis diferentes de líquido, para produzir música de percussão. Mas foi no ocidente, no ano de 1743, que um inglês, Richard Puckeridge, teve a idéia de colocá-los sobre uma mesa, em ordem, e, com as mãos úmidas, produzir música. Benjamin Franklin viu o resultado e criou um instrumento em 1761, parecido com uma máquina de costura, que fazia rodar círculos de vidro de diversos diâmetros e produzia o mesmo resultado dos copos, com mais possibilidades de controle. Chamou-o de Harmônica de Vidro. 

 

Nos 70 anos que se seguiram, foi criada uma enorme quantidade de instrumentos baseados no mesmo princípio: o melodion, o clavicilindro, a espirafina, a harpa de vidro, o urianon, e muitos outros. Estima-se que foram compostas cerca de 400 peças para esses instrumentos de vidro, muitas das quais se perderam. 

 

Há registro de que, depois de construir o primeiro modelo do seu instrumento, Franklin começou a restar suas harmonias tarde da noite enquanto sua mulher dormia. Na manhã seguinte, ela veio dizer-lhe que tivera um sonho e ouvira a música dos anjos! 

 

A harmônica de vidro fez muito sucesso na Europa no tempo de W.A.Mozart, que ficou fascinado tanto com o timbre do instrumento como com a concertista, Marianne Davies, para quem compôs duas peças em 1791, ano de sua morte. Trata-se de duas entre as mais belas composições de Mozart: o Adágio e Rondó em Dó menor, K.617, com acompanhamento de flauta, oboé, viola e violoncelo, e o Adágio, K.617a.

 

 

Vídeos:


http://youtu.be/8D9BBMDWoNM



Wolfgang Amadeus Mozart

Adágio para harmônica de vidro K.617a

http://youtu.be/2_1ADpVj9wU



Fonte: Artigo “Instrumentos Inusitados”, J.R.W.Penteado