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Os mais famosos compositores da linha do tempo

VIOLA

Última modificação : Sexta, 16 Maio 2014 15:41



Classificação: Instrumento de cordas friccionadas

Classificação Hornbostel-Sachs: Cordofone



Viola é a designação genérica de uma família de instrumentos de cordas tocadas com arco, que se difundiu pela Europa entre os séculos XIV e XVIII, sucedeu à rabeca medieval e antecedeu a atual família dos violinos. A viola clássica dos séculos XVII e XVIII tinha o tampo abaulado com aberturas geralmente em forma de CC, as costilhas altas e o fundo chato, o qual sofria um declive em sua parte superior, isto é, onde finda o braço do instrumento. Era reforçada internamente por travessas e por uma larga peça central, na qual se apoiava a “alma”. Suas curvaturas superiores se dirigiam ao braço em linha inclinada. Os braços eram largos e quase sempre achatados, e os espelhos tinham geralmente trastes móveis, de tripa. Sobre eles corria um número de cordas variável, quase sempre seis, que se prendiam no cravelhal, em cuja parte extrema se esculpia uma figura de mulher, de animal, ou de flor. 


Para a música de conjunto, utilizava-se um quarteto de violas, todas com seis cordas: viola soprano - dessus de viole -, viola contralto, viola tenor, baixo de viola. A viola soprano e o baixo tinham a seguinte afinação, a partir do grave: ré1, sol1, dó2, mi2, ré3. A afinação da viola contralto e da tenor era variável. No século XVIII, na França, a família das violas foi enriquecida com a viola sopranino – pardessus de viole -, afinada uma quarta justa acima da viola soprano e destinada às tessituras agudas. Todas essas violas, mesmo as de pequenas dimensões, pela altura de suas costilhas, se tocavam entre as pernas ou apoiadas sobre uma almofada. Por conseguinte, é tida como imprópria a expressão do italiano  “viola da gamba” – viola de perna – aplicada exclusivamente ao baixo de viola. Marin Marais (1656-1728) acrescentou ao baixo de viola uma sétima corda, mas toda a música da época era geralmente escrita para violas de seis cordas. 


Na Itália, distinguiam-se a viola da braccio – viola de braço – e a viola da gamba. Parece, todavia, que, apesar do nome, a viola da braccio nunca foi tocada sob o queixo ou apoiada no peito, mas sempre na posição vertical, como o atual violoncelo. No início do século XVIII, a corda sol grave foi retirada, e a viola da braccio ficou praticamente com a mesma tessitura da atual viola, que gradualmente a superou, substituiu e fez desaparecer. A viola, inicialmente, era usada apenas nas orquestras, para dobrar o baixo ou o segundo violino, até que Johann Sebastian Bach (1685-1750)  e Georg Friedrich Haendel  (1685-1759) lhe deram a devida importância. Mesmo assim, foi somente quando Joseph Haydn (1732-1809) e Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) a incluíram em seus quartetos de cordas que a viola foi reconhecida. Com Carl Stamitz (1746-1801) já aparece como instrumento solista. 


Vídeo:

http://youtu.be/ZKxpRfybe1U




Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional