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VIOLAS | PALHETAS

Última modificação : Sexta, 06 Fevereiro 2015 17:56



Entre os instrumentos também chamados violas, mas dedilhados ou tocados com plectro ou palheta, devem ser considerados: 


. Viola Brasileira. Instrumento de cordas dedilhadas, com o formato de um violão menor e cinco ou seis cordas duplas e metálicas. Normalmente tem 10 trastes. A maneira de afiná-la varia de acordo com a região do país. Parece ter sido o primeiro instrumento de cordas que o Brasil conheceu, importado de Portugal. Os jesuítas a empregaram em sua catequese, junto com o pandeiro, o tamborim e a flauta de madeira. Até hoje, a viola brasileira acompanha festas religiosas, como o cururu – dança de São Gonçalo e os fandangos do Nordeste e do Sul. 


Vídeo:

http://youtu.be/r_KYCUvEFjA



. Viola do litoral ou angrense. É de formato maior que a viola paulista, quase do tamanho de um violão. Emprega sete cordas. Geralmente, possui uma corda menor do que as outras, chamada de “cantadeira”, que figura como uma oitava corda, abaixo da prima. A cantadeira não vai até o cravelhal; é afinada por uma espécie de cravelha – benjamim ou periquito, que fica colada na junção do braço com a caixa de ressonância. É muito usada na música sertaneja.

 


. Viola de serra acima ou viola paulista. São de tamanhos variados, todas porém menores que a viola do litoral. As menores são chamadas mochinho ou machete ou, ainda, machetinho, e usam cinco cordas duplas: canotilho (bordão), toeira, turina, requinta e prima. Há violas paulistas com dez, 12 e até 14 cordas, de afinação muito variável -  alguns violeiros chegam a empregar 25 maneiras de afiná-las. 


Vídeo:

Orquestra Paulista de viola caipira

http://youtu.be/8nK1tea49qQ



. Cavaquinho. Pequena viola de quatro cordas simples, cuja invenção se atribui a um mulato carioca ou aos portugueses. O certo é que os navios que aportavam na Baía de Guanabara, em suas viagens para o Pacífico, introduziram-no entre os povos das ilhas, principalmente no Havaí, onde passou e denominar-se uculele, instrumento mais bojudo que o cavaquinho, com costilhas mais altas e afinação diferente. A afinação do cavaquinho brasileiro é: ré, sol, si, ré, ou, muito raramente: ré, sol, si, mi, como as cordas finais do violão. Afina-se geralmente: sol, dó, mi, sol.


Vídeo:

http://youtu.be/E4tw_1ChjzU



 

Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional