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Os mais famosos compositores da linha do tempo

ORFF, CARL (1895-1982)

Última modificação : Quarta, 05 Junho 2013 15:14



ALEMÃO - ESCOLA NACIONALISTA AUSTRO ALEMà - 20 OBRAS

 

Apesar de ter composto incontáveis obras de grande escala para o palco, a fama de Orff deve-se quase inteiramente à aclamada Carmina Burana. Mas talvez seu legado mais duradouro resida em sua inovadora atitude em relação à educação musical. Ao perceber o elo intrínseco entre música e movimento, Orff ressaltou o valor da participação lúdica, particularmente por intermédio de voz e percussão.

 

 

Vida. Compositor alemão, Carl Orff nasceu a 10 de julho de 1895 em Munique, onde morreu a 29 de março de 1982. Após estudos humanísticos voltou-se para a música, sendo regente em teatros de Munique, e assumindo, em 1924, a direção da escola de danças de vanguarda de Dorothée Günther. Desde 1936 foi professor de música em Munique, desafiando corajosamente os nazistas, chegando a zombar de Hitler na pequena ópera Astutuli, que a censura não compreendeu. Dedicou-se à "música de uso comum" - danças e coros populares - no sentido de Hindemith, também escrevendo obras teóricas para esse objetivo. Sua primeira obra representada foi uma versão moderna de Orfeo de Claudio Monteverdi (1925).

 

A trilogia. Carmina Burana (1937) é uma obra coral sobre poesias latinas medievais, de exuberante alegria e fortes acentos eróticos. A obra, inicialmente destinada para representação como ópera, venceu, porém, nas salas de concerto. A música é deliberadamente anti romântica, sem a menor influência wagneriana, mas tampouco tem pontos de contato com o neoclacissismo de Stravinski nem com o dodecafonismo de Schöenberg. É uma música inteiramente original, quase sem harmonia, baseada só em elementar força rítmica, acompanhada por orquestra inédita, principalmente instrumentos de percussão e vários pianos.

 

Orff já foi chamado "espécie de Stravinski alemão". Sua música não se parece com a do compositor russo, mas - como ela - parece primitiva ou primitivista e é, na verdade, altamente sofisticada. Orff inventou mundos sonoros inteiramente novos e fascinantes. Como continuação de Carmina Burana Orff escreveu duas outras obras "cênico concertantes": Catulli Carmina (1943; Canções de Catulo), sobre textos eróticos do poeta romano, e Trionfi dell´Afrodite (1952). Essa trilogia de Orff, sobretudo e primeira parte, obteve surpreendente sucesso internacional, um dos maiores da música contemporânea.

 

Óperas. Para o teatro escreveu as óperas fantástico populares Der Mond (1939; A Lua) e Die Kluge (1943; A Astuta), mas o grande sucesso foi a ópera Antigonae (1949) com libreto e  tradução hermética de Sófocles por Hölderlin. A música, bastante estranha, obedece à maneira técnica dos Carmina Burana. Depois escreveu Oedipus der Tyrann (1960; Édipo,o tirano), também conforme o texto de Sófocles-Hölderlin.

 

 

Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional