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Os mais famosos compositores da linha do tempo

MULHER SEM SOMBRA, A

Última modificação : Sexta, 10 Outubro 2014 13:43



STRAUSS, RICHARD (1864-1949)

ALEMÃO – ERA ROMÂNTICA – 189 OBRAS

 

Die Frau ohne Schatten

É uma ópera em três atos com libreto do poeta Hugo von Hofmannsthal, seu colaborador de longa data. Quando a obra estreou em Viena em 10 de outubro de 1919, críticos e a plateia não se entusiasmaram (muitos citaram problemas com o libreto complicado e altamente simbólico de Hofmannsthal). Atualmente, a ópera é considerada por muitos uma das melhores obras ou mesmo a melhor obra de Strauss, embora seja menos apresentada do que outras.

 

O processo de composição da ópera começou em 1911. Os primeiros esboços de Hofmannsthal para o libreto se baseiam numa peça de Goethe, "Conversas de Emigrantes Alemães" (1795). Hofmannsthal lida com o material de Goethe livremente, acrescentando a idéia de dois casais, o imperador e a empresa que vêm de outro mundo, e o tintureiro e sua esposa, que pertencem ao mundo comum. Hofmannsthal também adicionou porções das "Noites Árabes" contos de fada dos irmãos Grimm e até citações do Fausto de Goethe. A ópera é concebida como um conto de fadas sobre o amor abençoado pelo nascimento de uma criança. Hofmannsthal, em suas cartas, compara-a com A Flauta Mágica, de Mozart, que tem um arranjo similar de dois casais.

 

Strauss e Hofmannsthal trabalharam na música e nas letras paralelamente, cada um recebendo inspiração do outro. Strauss ficou satisfeito com o texto de Hofmannsthal, mas lhe pediu que reescrevesse passagens para fins de efeito dramático. Hofmannsthal resistiu a fazê-lo, estando mais preocupado com o simbolismo por trás do libreto. A ópera estava terminada em 1915, durante a Primeira Guerra Mundial, mas teve de aguardar por sua estreia até 1919, e Strauss, sabendo que não a veria propriamente encenada naquela conjuntura, não fez esforço para apresentá-la até o final do conflito. A difícil gênese da ópera está documentada na correspondência entre compositor e o poeta.

 

O próprio Strauss chamou sua ópera a "filha da dor". A complexidade do texto e o estresse da época de guerra tornaram a sua composição uma tarefa trabalhosa, e Strauss também ficou desapontado com as primeiras produções.


 

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