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PÍFANO

Última modificação : Sexta, 01 Julho 2016 15:30


 

Pífano, Pífaro, Pífre, Piffero. Pequena flauta italiana. Gaita galega.

 

Flauta transversal, usada na Idade Média pelos soldados juntamente com o tambor, especialmente pelos mercenários suíços, tendo, portanto, às vezes o nome de "Schweyzerpfeiff" - flauta suíça. Tinha forma cilíndrica, com 6 orifícios.

 

Tornou-se um instrumento folclórico italiano, semelhante à charamela. Tem palhetas duplas e é usado para acompanhar gaitas de foles. O tocador desse instrumento - também chamado pifa  em algumas regiões da Itália - é um pifferaro. O pífano e a gaita de foles também são característicos do folclore bretão (França) e catalão (Espanha). Na Catalunha, constituem o acompanhamento tradicional da dança típica chamada sardana.

 

Pífano no Brasil. O pife brasileiro, mais conhecido regionalmente como pífano, é uma adaptação nativa, com influência indígena, das flautas populares europeias - antigo flautim de seis orifícios. Feito com materiais diversos como: bambu, taboca, taquara, osso, caule de mamoneira, é utilizado pelos caboclos nordestinos para cerimônias religiosas e festas. Outros nomes para o pife são taboca e pífaro.

 

Porém, assim como toda manifestação cultural do Brasil, a cultura do pife é resultado da influência de várias culturas. As flautas indígenas adaptaram-se à chegada da música europeia e passaram a ser feitas com os mesmos furos dos pífaros das bandas militares da Europa. Mais tarde, as bandas de pífanos do Brasil passaram a apresentar influência africana, adotando um som mais percussivo.

 

Essas tradições foram absorvidas e adaptadas pelos homens do interior do Brasil para sua cultura e o pife tornou-se um instrumento comum, utilizado para animar toda e qualquer festividade, inclusive eventos sacros como novenas. As festas e a música feita por esse tipo de banda constitui, junto com outras manifestações, o embrião de gêneros musicais ligados ao forró.

 

É notável, porém, que a disposição dos furos do pife brasileiro veio dos pífaros da Europa medieval. Uniformizando no território brasileiro a técnica de se fazer flautas populares.

 

Bandas de pífanos. São conhecidas também, dependendo da região, como carapeba, terno de pífanos, cabaçal ou esquenta-muié. Tais bandas são uma marca da cultura nordestina, sendo representadas nas artes figurativas típicas e nas xilogravuras de cordel. A tradição também se encontra fora do nordeste, como no estado de Goiás, onde as bandas são chamadas de banda de couros. Um dos conjuntos musicais populares mais renomados é a Banda de Pífaros de Caruaru, Pernambuco.

 

A formação mais comum utiliza zabumba, caixa (ou caixa de guerra ou tarol), prato e dois pifes,  comumente tocados em terças. Esse intervalo parece ser mais uma herança indígena, visto que ocorre também a distância tonal de terças nas vozes na música caipira e em outros países como Paraguai e México.

 

Nas típicas bandas de pífanos nenhum instrumento encarrega-se da harmonia. Permanecendo apenas a melodia e o ritmo, criando uma sonoridade exótica.

 

Utiliza-se também a formação típica do forró pé-de-serra: sanfona, triângulo, zabumba e pife.

 

Vídeos:

 

http://youtu.be/_x4qWgkG36o

 

http://youtu.be/aPawayY05MI




 

 

Fontes consultadas:

. Dicionário de Música Zahar

. Dicionário Enciclopédico da Música e Músicos