ConcertinoPortal de pesquisa da música clássica

Os mais famosos compositores da linha do tempo

Fuga - Era Romântica

Última modificação : Sexta, 05 Agosto 2016 15:43


 

No início da Era romântica, a escrita da fuga ficou sujeita às normas e aos estilos do Barroco. Um manual dizia explicitamente que o modelo do contraponto era o estilo de J. S. Bach. O gosto do século XIX pelo academicismo – a sujeição de formas e normas a regras específicas  - viu em Friedrich Wilhelm Marpurg e na fuga os temas apropriados. A escrita de fugas também continuou a ser uma parte importante da educação musical durante o século XIX, especialmente com a publicação da obra completa de J. S. Bach e Händel e com o reavivamento do interesse na música de Bach.

 

Exemplos de escrita na forma fugal, na Era Romântica, podem ser encontrados no último movimento da Sinfonia Fantástica, de Hector Berlioz e em Os Mestres Cantores, de Richard Wagner, em particular, na conclusão do segundo ato. O final da ópera Falstaff, de Giuseppe Verdi é uma fuga a dez vozes. Felix Mendelssohn foi obcecado pela escrita fugal que aparece com destaque na Sinfonia Escocesa, Sinfonia Italiana e na abertura As Hébridas.

 

Robert Schumann e Johannes Brahms também incluíram fugas em muitos de seus trabalhos. A parte final do quinteto de piano de Schumann é uma fuga dupla e seus números de opus 126, 72 e 60 são todos conjuntos de fugas para o piano, (o op. 60 sobre o tema BACH - si, lá, dó, si bemol). A recapitulação da Sonata em Si menor, de Liszt é construída na forma de uma fuga a três partes. O movimento Quasi-Faust da Grande Sonate, de Charles-Valentin Alkan contém uma fuga a oito vozes bizarra, mas musicalmente convincente. As Variações e Fuga Sobre um Tema de Händel, de Brahms, termina com uma fuga, assim como sua Sonata nº 1 para violoncelo. Já próximo ao final da Era Romântica, Richard Strauss incluiu uma fuga no seu poema sinfônico Assim Falou Zaratustra, representando a inteligência elevada da ciência. Sergei Rachmaninoff, embora compondo num suntuoso idioma pós-romântico era extremamente hábil com o contraponto (o que é bem evidente nas suas Vésperas); uma fuga bastante conhecida acontece na sua Sinfonia nº 2. Alexander Glazunov compôs para o piano um Prelúdio e Fuga em Ré menor muito difícil, seu Op. 62.




 

Fonte: Wikipedia.org