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CORNETO

Última modificação : Sexta, 25 Setembro 2015 16:22



Família: Metais 

O corneto é um instrumento de sopro antigo, do período renascentista.

 

Construção. O corneto tem a forma de um tubo, tipicamente com cerca 60 cm de comprimento, feito de madeira, marfim, ou no caso de alguns modelos reconstruídos e usados atualmente, ebonite, cuja maneira de tocar é semelhante aos instrumentos das madeiras.

 

O corpo do instrumento é feito de couro e normalmente tem o formato octogonal e curvado para a direita, o que facilita o desempenho do instrumentista, que dedilha os orifícios superiores com a mão esquerda e o inferior com a direita: esta posição é praticamente o padrão para os instrumentos das madeiras. O bocal é pequeno, semelhante aos instrumentos dos metais. Os sons são produzidos pelo sopro do instrumentista e a vibração é gerada pelos lábios.



Corneto Wikipedia

Três cornetos

Fonte: Wikipedia.org

 

O corneto é um instrumento de construção incomum entre os instrumentos de sopro; um corpo ao estilo das madeiras (clarinete, flauta doce, fagote), com um bocal - e por consequência a geração do som - ao estilo dos metais (trombone, trompete, corneta).

 

Vários especialistas asseguram que essa última característica é a que o classifica entre os metais - o sistema de classificação de instrumentos de Hornbostel-Sachs, coloca o corneto entre os trompetes.

 

Variantes. Como ocorre com quase todos os instrumentos renascentistas e barrocos,existe uma família completa de cornetos, de diferentes tamanhos e timbres: o agudo cornetino, o corneto tenor e o raro corneto baixo. O serpentão praticamente substituiu o corneto baixo durante o século XVII. Outras versões incluem o corneto mudo, que é um instrumento reto com bocal integrado e timbre mais aveludado que era utilizado juntamente com violas ou mesmo flautas.

 

Repertório. Historicamente, o corneto foi usado em conjunto com a sacabuxa, geralmente para dobrar o coro da igreja. Isso era comum em Veneza, em igrejas como a Basílica de São Marcos, nos coros de antífonas. Giovanni Bassano foi um virtuose do corneto, e Giovanni Gabrieli  e Heinrich Schütz escreveram várias obras para esse instrumento.

 

O corneto também foi utilizado como um instrumento solo, e várias dessas obras ainda sobrevivem. O uso do instrumento passou a ser mais raro a partir de 1700 embora ainda fosse comum na Europa até o final do século XVIII. Johann Sebastian Bach, Georg Philipp Telemann e seus contemporâneos alemães empregaram tanto o corneto como o cornetino em cantatas, em uníssono com as vozes soprano do coro. Em algumas obras esses compositores usaram o corneto em partes solo, como por exemplo, na cantata de O Jesu Christ, meins Lebens Licht, BWV 118. Alessandro Scarlatti usou o corneto, ou duo de cornetos, em várias de suas óperas. Johann Joseph Fux usou um duo de cornetos mudos em um Requiem. Na ópera Orfeu e Eurídice, de Gluck, sugere-se o trombone soprano como alternativa ao instrumento.

 

Técnica. Em geral, o corneto é considerado um instrumento difícil de tocar, pois tem um formato diferente dos instrumentos modernos.O tubo principal tem a largura dos instrumentos de sopro das madeiras, mas o bocal é igual ao dos metais, o que obriga o intérprete a produzir a vibração sonora com os lábios. A maioria dos instrumentos dos metais são consideravelmente mais largos que o corneto, o que permite empregar a ressonância do tubo para controle mais eficaz da afinação.

 

A música barroca foi relativamente tolerante a respeito do brilho e da qualidade tonal extrovertida, conforme atestam os órgãos da época que ainda existem.O teórico da música barroca Marin Mersenne descreve o som do corneto como "um raio de sol perfurando as sombras". Seu registro superior soa como um trompete, enquanto seu registro grave lembra a sacabuxa que constantemente o acompanha. O registro médio tem o som no estilo de um lamento, que não é atrativo quando tocado "solo".

 

Como resultado de seu formato, o corneto requer uma embocadura especial que é cansativa quando é tocado por tempo prolongado.Por esse motivo, os músicos dos instrumentos das madeiras começaram a se interessar por um instrumento que começava a se desenvolver no barroco: o oboé.

 

O corneto e a música antiga. Como resultado do renascimento da música antiga no século XX, o corneto foi redescoberto.

 

Em muitas obras - particularmente as de Claudio Monteverdi, Giovanni Gabrieli, Francesco Cavalli, Girolamo Frescobaldi, Giovanni Battista Riccio, Dario Castello, Antonio Bertali, Pavel Josef Vejvanovský, Jan Křtitel Tolar, Michael Praetorius, Johann Hermann Schein, Samuel Scheidt, Sebastian Knüpfer, Johann Schelle, Johann Pachelbel, Giovanni Felice Sances, Johann Joseph Fux, Johann Heinrich Schmelzer, Heinrich Ignaz Franz von Biber, Andreas Hofer, Alessandro Stradella, Matthew Locke, John Adson e Heinrich Schütz - o corneto é instrumento indispensável. Seus substitutos mais comuns nas interpretações atuais são o violino, a flauta doce, o trompete moderno em Si bemol, o oboé e o saxofone soprano.

 

 

Vídeo

 

 

 

Página sobre o corneto:

http://www.music.iastate.edu/antiqua/zink.htm



 

Fonte:

Wikipedia.org