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Os mais famosos compositores da linha do tempo

Antonio Carlos Jobim

Última modificação : Quarta, 22 Julho 2015 16:51



 

Tom Jobim é, sem dúvida, um dos maiores nomes da música brasileira. Praticamente uma unanimidade entre críticos e público em termos de qualidade e sofisticação musical, Tom Jobim nasceu em 25 de janeiro de 1927, no Rio de Janeiro. Marcou a história da música como compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro, além de ser um dos criadores do movimento da bossa nova. Na adolescência, começou a fazer aulas de arquitetura, mas depois as trocou por aulas de piano e tocava em bares e boates de Copacabana. Algum tempo depois trabalhou em duas gravadoras, Continental e Odeon, onde transcrevia para partituras as melodias de compositores que não dominavam a escrita musical.

 

Confira “Garota de Ipanema”: http://bit.ly/V9uwp3

 

 

Mesmo sendo um compositor de música popular, Tom Jobim utilizou, em suas composições, técnicas de sua formação musical. Em entrevista a Almir Chediak, Tom Jobim revelou que sempre gostou de ouvir Ravel, Chopin, Bach e Beethoven — cujas obras tocava ao piano — mas que Villa-Lobos e Debussy eram influências profundas em sua cabeça. Seu professor de piano, Hans Joachim Koellreutter, formado pela Academia de Música de Berlim, foi o líder do movimento Música Viva, que defendia o dodecafonismo de Arnold Schoenberg. Além dos compositores Claudio Santoro e Guerra-Peixe, outro aluno ilustre de Koellreutter foi o maestro Isaac Karabtchevsky.

 

Confira “Insensatez”: http://bit.ly/V9uygs

 

 

A “Brasília - Sinfonia da Alvorada”, de Tom Jobim, foi composta para vozes e orquestra, em cinco movimentos, com textos de Vinicius de Moraes. A obra foi encomendada por Juscelino Kubitschek para a inauguração de Brasília, em 1960. É notória a influência de Villa-Lobos, como na melodia lenta dos violoncelos no segundo movimento, acompanhada por um ritmo mais rápido em semicolcheias, que parece extraído dos compassos iniciais da “Bachianas Brasileiras nº 1”, de Villa-Lobos. Por falta de verba, a “Sinfonia da Alvorada” não foi estreada em Brasília, conforme foi originalmente previsto, mas foi gravada em 1960 no estúdio da Columbia (RJ) com Vinicius de Moraes e Radamés Gnattali. A estreia pública, por incrível que pareça, só foi realizada em 1986, em Brasília.

 

Saiba mais sobre a Sinfonia da Alvorada: http://bit.ly/1akwHk9

 

Confira a “Brasília - Sinfonia da Alvorada”: http://bit.ly/W3ytct

 

 

Por sugestão de Radamés, compositor e arranjador consagrado, Tom compôs “A Lenda”, uma obra para piano e orquestra sinfônica, que mescla o caráter impressionista típico de Debussy com o romantismo lírico de Rachmaninov. Quando completou 28 nos, Tom recebeu de Radamés um importante convite: reger “A Lenda” no programa “Quando os maestros se encontram”, da Rádio Nacional, com Radamés ao piano.


Saiba mais sobre esta obra: http://bit.ly/1BocZxs

 

Confira a execução de “A Lenda” pela OSESP: http://bit.ly/101drS2