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Os mais famosos compositores da linha do tempo

BRAGA, ANTONIO FRANCISCO (1868-1945)

Última modificação : Sexta, 03 Abril 2015 13:06


 

Antônio Francisco Braga, compositor, regente e professor, nasceu no Rio de Janeiro em 15 de abril de 1868 e faleceu na mesma cidade em 14 de março de 1945. Começou seu estudos musicais no Asilo dos Meninos Desvalidos, em 1876. Ingressou no Conservatório de Música, mas não ficou por muito tempo, tornando-se o responsável pela Banda do Asilo. Em 1886, concluiu seu curso de clarineta com Antônio Luís de Moura, tendo também sido aluno de harmonia e contraponto de Carlos de Mesquita. No ano seguinte, estreou Fantasia, no primeiro dos concertos da Sociedade de Concertos Populares. Em 1888, foi nomeado professor de música do Asilo. Ao classificar-se entre os quatro primeiros colocados no concurso para a escolha do novo hino nacional brasileiro, obteve bolsa para estudar na Europa.

 

Viajou para Paris, e foi o primeiro classificado no concurso para admissão no Conservatório de Música, onde estudou composição com Jules Massenet. Em 1895, apresentou na Sala d’Harcourt concerto com obras suas e de outros compositores brasileiros. Fez vários concertos no Brasil, para onde retornou em 1900. Foi nomeado, dois anos depois, professor de contraponto, fuga e composição do Instituto Nacional de Música e, em 1908, professor de música do Instituto Profissional Masculino e professor e instrutor das bandas de música do Corpo de Marinheiros e Regimento Naval.

 

Seu poema sinfônico Insônia foi apresentado em primeira audição na inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1909. Foi o regente na inauguração da Sociedade de Concertos Sinfônicos, em 1912, sociedade da qual foi diretor artístico. Ganhou do governo francês a comenda da Legião de Honra, no grau de cavaleiro, em 1931. Em 1937 foi criada a Sociedade Propagadora da Música Sinfônica (Sociedade Pró-Música), da qual foi presidente perpétuo. Foi fundador e primeiro presidente do Sindicato dos Músicos. É autor de grande quantidade de hinos patrióticos, dos quais o mais popular é o Hino à Bandeira. Foi escolhido como patrono da cadeira nº 32 da Academia Brasileira de Música.

 

 

Obras principais:

 

Episódio lírico: A Pastoral, 1903.

 

Hinos: Hino à Bandeira Nacional, 1906; Hino à juventude brasileira; Hino à paz.

 

Música incidental: O Contratador de diamantes, 1905.

 

Música orquestral: Cauchemar, 1895; Marabá, 1898; Insônia, 1908.

 

Óperas: Jupira, 1898; Anita Garibaldi, 1912-1922.

 

 

 

Fonte original do artigo:

abmusica.org.br