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DULZAINA

Última modificação : Terça, 08 Dezembro 2015 15:37


 

Família: aerofone, madeiras

 

A dulzaina é um instrumento tradicional de sopro de palheta dupla, da família do oboé. Tem forma cônica e cerca de 30 cm de altura. Embora se encontrem instrumentos similares em outras partes da Europa, o nome dulzaina só é usado na Espanha.

 

De acordo com as regiões, as características do instrumento podem variar, bem como os nomes que recebe. Entre os nomes mais comuns na Espanha além de dulzaina, é chamado de dultzaina, dolçaina, donçaina, vozaina, gralla, charambita, chalambita, chirimía, pita, pito, gaita ou gaita navarra. No sul da França usa-se o nome gralla e grallon. A bombarde da Bretanha é um instrumento muito parecido com a dulzaina.



Dulzaina 

Dulzainas castelhanas; a da esquerda diatônica (sem chaves) e a da direita cromática (com chaves)

Fonte: Wikimedia Commons

Foto: Pacebes

 

 

Os instrumentos precursores da dulzaina são originários da Mesopotâmia, cerca de 3 000 a.C., onde havia uma grande diversidade de instrumentos parecidos. Todos esses instrumentos de sopro e palheta foram englobados no termo abub, o qual deu origem aos aulos na Grécia e à tibia em Roma. Todos têm elementos comuns - a seção cônica e a palheta. Foram muito conhecidos em todas as civilizações mediterrânicas antigas, a ponto de relegar os instrumentos derivados da flauta para segundo plano.

 

Por vezes estes instrumentos tinham dois tubos, fazendo entre eles um ângulo apertado e unidos por um travessão, sendo um melódico e o outro de nota fixa ou bordão, como a gaita e o próprio aulos grego. Na Antiguidade o instrumento entrou em decadência e quase desapareceu na Idade Média, pois as invasões nórdicas impuseram os seus próprios instrumentos.

 

No século V havia a preferência pelas trompas e muitos instrumentos de palheta se extinguiram, só ressurgindo pela mão dos árabes quando estes invadiram a Península Ibérica três séculos depois.Isto explica porque durante um longo período de tempo só se encontram dulzainas no sul, citadas nos textos com variantes árabes do vocábulo zolami, muito comum nos escritos sobre música do Al-Andalus.

 

O primeiro nome especificamente castelhano da dulzaina foi albogue, documentado no "Libro de Alexandre", da primeira metade do século XIII, e posteriormente no "Libro de buen amor do Arcipreste" de Hita, do século seguinte, e no "Dom Quixote" de Miguel de Cervantes, já com o nome de chirimía, dulzaina ou albogue.


 

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Fonte:

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