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DULCIMER

Última modificação : Segunda, 19 Maio 2014 17:53


 

Instrumento de cordas, da família da cítara de caixa, sem teclado. Costuma ter uma caixa trapezoidal. Suas cordas, habitualmente de duas a seis para cada ordem, não trasteadas; as ordens costumam ser em planos horizontais interseccionados. O executante pode percutir as cordas com martelos, ou pinçá-las com os dedos, ou com um plectro. O instrumento foi usado na música popular, folclórica e erudita ocidental; difundiu-se na Europa Oriental, na África do Norte, na Ásia Central, na Índia, na Coréia, na China e especialmente no Irã.

 

O corpo é quase sempre uma caixa, habitualmente com cerca de 1 metro de comprimento da parte inferior. Pequenos instrumentos, com cerca de 60cm de comprimento foram feitos em Flandres no século XVII e na Inglaterra no século XIX, e instrumentos maiores, com cerca de 130cm, são conhecidos na Inglaterra, nos Estados Unidos e nas regiões alpinas. O cimbalom de concerto é ainda maior, com cerca de 160cm. Os cavaletes são de madeira, normalmente com um suporte metálico no alto. Os martelos podem ter cabeças rígidas ou macias; para as cordas, usa-se o arame de aço do piano.

 

O instrumento foi introduzido na Europa Ocidental no século XV, provavelmente vindo de Bizâncio. O saltério medieval é normalmente seguro contra o peito, sem que o executante precise olhar para o instrumento durante a execução. O dulcimer barroco que chegou até nós tem de 18 a 25 ordens de cordas. Os dulcimeres eram tocados na Boêmia, Inglaterra e Espanha. Em 1704, Pantaleon Hebenstreit trouxe uma versão grande do instrumento para Luís XIV, e dizem que este teria determinado que o instrumento fosse chamado de "pantaleon". Os instrumentos do século XVIII podiam ter até cinco cavaletes e sete ou oito cordas para cada ordem. O repertório inclui danças escocesas e irlandesas.

 

O cimbalom de concerto ingressou na orquestra com Liszt, na versão revista de sua Ungarischer Sturmmarsch (1876) e em sua Rapsódia Húngara nº 6. A ligação do instrumento com a música cigana húngara foi explorada por Kodály (Háry János, 1926) e Bartók (Rapsódia para violino nº 2, 1928). Stravinsky usou-o em Renard (1915-16) e em Ragtime (1918).

 


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Fonte:

Dicionário Grove de Música, Edição concisa

Jorge Zahar Editor