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CLAVICÓRDIO

Última modificação : Sexta, 18 Março 2016 15:39


 


Instrumento de teclado com cordas utilizado do século XV ao XVIII. A forma habitual é de uma caixa retangular, com o teclado encaixado ou projetando-se de um dos lados mais longos. Quando o executante pressiona a tecla, a tangente, pequena lâmina metálica presa à extremidade posterior de cada tecla, percute a corda. O volume de som, determinado pela força com que a tangente percute a corda, fica sob o controle direto do executante. Como a tangente permanece em contato com a corda quando está vibrando, o executante pode influenciar o som, alterando a pressão sobre a tecla; a altura pode ser modificada, pode-se produzir um vibrato (Behung), e pode-se criar até a ilusão de um aumento gradual de volume sonoro.



Clavicordio 

Fonte da imagem: Wikimedia Commons

"Lépante" clavichord - Musée de la Musique, Paris

© Gérard Janot

 

 

Durante a maior parte de sua história, o clavicórdio foi apreciado sobretudo como um instrumento em que era possível aprender, treinar e ocasionalmente compor. Surgiu como uma alternativa para o virginal e o cravo nas páginas de rosto das coletâneas do século XVI. Os clavicórdios do século XVI, surpreendentemente, tinham possante volume sonoro e se assemelhavam ao virginal - eram sensíveis ao toque e mostravam-se ideais para as primeiras coletâneas de música para dança.

 

Parece ter havido muito pouco reconhecimento de suas possibilidades especiais antes do início do século XVIII, e antes de meados do mesmo século não se conhece nenhuma música composta para ele. Quando os estilos Sturm und Drung e Empfindsamkeit estiveram em vigor, de meados ao final do século XVIII, o clavicórdio teve a sua mais ampla utilização, e foi também quando se criou uma literatura própria para o instrumento. C.P.E.Bach foi o compositor mais importante a conceber sua música de acordo com as possibilidades do clavicórdio; seu influente tratado Versuch über die wahre Art das Clavier zu spielen (1753-1762) muito o elogia. Compositores alemães posteriores o encaram como veículo ideal para uma expressão pessoal intensa. Caiu em desuso, no entanto, durante o período clássico. Sua revitalização teve início no final dos anos 1880, por iniciativa de Arnold Dolmetsch.

 

 

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Fonte:

Dicionário Grove de Música - Edição concisa Zahar