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CONCERTINA

Última modificação : Sexta, 06 Maio 2016 14:54



CONCERTINA OU ACORDEÃO DIATÔNICO

 

Instrumento de palhetas livres com fole

 

A concertina é um instrumento de palhetas livres, como os vários acordeões e gaita. Ele tem um fole, e botões normalmente em ambos os lados. Quando pressionados, os botões se movem na mesma direção do fole, ao contrário dos botões do acordeão, que se movem perpendicularmente ao fole. Além disso, cada botão produz uma nota, enquanto acordeões normalmente produzem acordes com um único botão.

 

A concertina foi desenvolvida na Inglaterra e na Alemanha, provavelmente de forma independente. A versão inglesa foi inventada em 1829 por Sir Charles Wheatstone (1802-1875), que registrou uma patente para uma versão melhorada em 1844. Carl Friedrich Uhlig (1789 -1874) criou a versão alemã em 1834.



Concertina Organetto 

Organetto - Concertina ou acordeão diatônico

Fonte da imagem: Wikimedia Commons

© Gianniventola

 

 

Técnicas de execução

Enquanto a concertina inglesa padrão é hexagonal, os modelos germânicos e americanos são quadrados. O princípio básico, porém, é comum a todos: palhetas metálicas afinadas que são postas em movimento por correntes de ar geradas por um fole manual. Quando as mãos do instrumentista estendem o fole, ele "inala"; quando elas contraem, ele "exala". A nota e o ritmo são controlados por tachas ou botões em ambas as extremidades. Esses são manipulados com os dedos, enquanto os polegares e/ou punhos estão presos à caixa de ressonância por alças para esse propósito.

 

Como nos teclados propriamente ditos, a mão esquerda cuida da extremidade inferior do espectro, enquanto a direita se encarrega da superior. Uma variedade de sons e volume é obtida por alterações na velocidade e força com que as mãos controlam a "respiração" do instrumento. Ele existe em quatro diferentes tamanhos - soprano, tenor, baixo e contrabaixo - cobrindo, entre eles, uma extensão de pouco mais que 6 1/2 oitavas.

 

 

MODELOS INGLÊS E EUROPEU

Uma diferença crucial separa a concertina inglesa de seus primos europeus: ela toca a mesma nota tanto na distensão quanto na compressão do fole, enquanto o modelo continental toca diferentes graus da escala, com cada botão produzindo diferentes notas.

 

Suas formas alternativas incluem a aeola, de 1845, usando um formato octogonal, e o duet systems, no qual a escala cromática completa é fornecida em ambos os teclados. A variante mais conhecida é o bandoneon, construído por Heinrich Band (1821-1860) e fortemente favorecido na América do Sul, tanto na música folclórica quanto na popular, e nas obras de Astor Piazzolla (1921-1992), que fixou permanentemente o bandoneon no mapa musical mundial.

 

 

COMPOSITORES PARA CONCERTINA

Embora amplamente associada com a chamada classe operária, bailes de vilas e distrações de navio, a concertina tem estimulado diversos compositores a escrever música de concerto para ela. Entre eles, o Adagio para oito concertinas em Mi maior e um Quinteto em Ré maior para concertina, violino, viola, cello e piano, do compositor holandês Edouard Silas (1827-1909).

 

Outros compositores para esse instrumento incluem Giulio Regondi (1827-1872), Richard Blagrave (1826-1895), George Case, o próprio Wheatstone, Bernhard Molique (1802-1869), George Macfarren (1813-1887), J.F.Barnett e Julius Benedict (1804-1885). O instrumento também foi recrutado para a orquestra sinfônica, mais notavelmente por Charles Ives (1874-1954) e Percy Grainger (1882-1961).

 

 

 

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Bandoneon

 


 

 

Fontes:

. Wikipedia.org

. Manual Ilustrado dos Instrumentos Musicais, Lucien Jenkin - Editora Irmãos Vitale