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LA VALSE

Última modificação : Segunda, 16 Março 2015 17:41


 

MAURICE RAVEL (1875-1937)

FRANCÊS – ESCOLA NACIONALISTA FRANCESA/IMPRESSIONISMO - 88 OBRAS

 

Nº de catálogo: M.72

Ano da composição: 1919 – 1920

Primeira apresentação: 12 de dezembro de 1920, em Paris

Dedicatória: Misia Sert

Estilo: Início do século XX

 

Orquestra | Instrumentação:

3 flautas (3ª também Piccolo), 2 oboés, corne-inglês, 2 clarinetas (A), clarineta baixo (A), 2 fagotes, contrafagotes, 4 trompas (F), 3 trompetes (C), 3 trombones, tuba, tímpanos, bumbo, tarola (snare drum), címbalos, triângulo, tamborim, tam-tam, guiro, Glockenspiel, 2 harpas, cordas.

 

 

La Valse é uma obra orquestral concebida como uma homenagem, em forma de apoteose, à valsa vienense. É classificada por seu autor como "Poema Coreográfico", em função de seu desejo de vê-la como um bailado. Ele chegou a apresentá-la ao empresário Serguei Diaghilev em 1919, mas este não a considerou adequada para um balé.

 

Maurice Ravel já havia pensado em realizar uma obra em homenagem à valsa de Viena por volta de 1909. Seria uma obra dotada de romantismo, bem ao espírito da época. No início de 1916, ele se engaja no exército, interrompendo assim a sua produção musical. Quando em setembro de 1917 recebe baixa, volta a compor, porém em ritmo mais lento visto que seu estado de saúde não era bom. Termina uma série de seis peças para piano denominada "Le Tombeau de Couperin" e para novamente. Só em 1919 volta a se dedicar a uma composição: La Valse. Conforme suas palavras: "Concebi esta obra como uma espécie de apoteose da valsa vienense, à qual se mistura, em meu espírito, a impressão de um giro fantástico e fatal. Situo esta valsa em um palácio imperial, lá por volta do ano de 1855."

 

Como uma indicação para uma montagem coreográfica, no prefácio da partitura, ele escreveu:

" Através de nuvens turbilhantes, são vistos aqui e ali pares que valsam. A névoa se dissipa gradualmente, distinguindo-se um imenso salão povoado por uma multidão que baila. A cena se torna cada vez mais iluminada. As luzes dos candelabros se acendem(…). Encenada na corte imperial, por volta de 1855."

 

Ele apresentou esta obra a Serguei Diaghilev, dono da companhia de balé Ballets Russes, que a recusou por não achá-la apropriada para um bailado. Devido aos horrores da guerra que ele presenciou, a obra perdeu parte do romantismo que havia concebido inicialmente. O ritmo de valsa é misturado a imagens musicais, por vezes caóticas e muitas vezes nervosas.

 

Ravel fez a estreia da obra em versão orquestral no dia 12 de dezembro de 1920, nos  Concertos Lamoureux, em Paris, sob a direção de Camille Chevillard..

 

Como balé, foi encenado pela primeira vez em 23 de maio de 1929, na Ópera de Paris, tendo como bailarina Ida Rubinstein.

 

 

Vídeos


Versão orquestral

 

Balé




 

 

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:

pt.wikipedia.org

IMSLP/Petrucci Music Library

Tradução e adaptação dos textos: Elza Costa