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Invenção brasiliense pode revolucionar as orquestras do mundo todo

Última modificação : Quarta, 29 Abril 2015 17:18



 

Inventar algo não é tarefa fácil. Em muitos casos, as dificuldades encontradas no processo de invenção podem desanimar os criativos. Isso, porém, não aconteceu com um aposentado de Brasília, apaixonado pela música. Desde que se aposentou do serviço público, Kênio Alcanfôr dedicou-se a uma invenção que pode mudar a organização das orquestras do mundo inteiro. Músico desde os nove anos, ele decidiu investir em um novo instrumento.

 

— O que me provocou essa angústia de querer descobrir algo é porque eu tocava violino e gostava muito dos sons graves. Eu queria achar um som mais grave que o violino mas que tivesse a característica do violino.



R7

 

Instrumento (à esquerda) é similar ao violino, mas com som mais grave

© Renan Xavier / R7

 

Ele criou, após centenas de tentativas, o 'violbass acústico' que produz um som mais grave, ficando entre notas produzidas pelo violoncelo e pela viola. Ele é um instrumento portátil pouco maior que a viola, mas com capacidade de produzir todas as notas que o violoncelo faz, explica Alcanfôr.

 

Para a produção do violbass, Alcanfôr procurou um artesão de Luziânia, no Entorno do DF. Francisco Alves Feitosa é o luthier, profissional conhecido como responsável pela criação e conserto de instrumentos. O artesão usa para a fabricação a madeira do Mandiocão, uma árvore nativa do cerrado. Para uma melhor aceitação, contudo, a junção à madeira europeia foi, no momento, a melhor saída.

 

Alcanfôr lembra que o gasto para a fabricação do instrumento gira entre R$ 8.000 e R$ 10.000. Ele busca patrocinadores para a produção, barateamento e popularização do aparelho.

 

A formação das orquestras no mundo inteiro é a mesma desde o século 18. Com a introdução do instrumento, a composição das bandas poderia sofrer alterações históricas.

 

A invenção, que tem aval de professores da UnB, busca agora o reconhecimento internacional. A ideia é mandar materiais sobre o instrumento para escolas de música dos Estados Unidos, Europa e Ásia.

 

Enquanto espera a patente pelo violbass, Kênio Alcanfôr já trabalha em um novo instrumento. A ideia é que ele seja intermediário ao violbass e violoncelo.

 

 

Fonte original da notícia:

R7 Notícias

26/4/2015 às 00h05 (Atualizado em 26/4/2015 às 10h14)

http://noticias.r7.com/distrito-federal/invencao-brasiliense-pode-revolucionar-as-orquestras-do-mundo-todo-26042015