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Os mais famosos compositores da linha do tempo

BYRD, WILLIAM (1543 - 1623)

Última modificação : Terça, 02 Maio 2017 13:42



INGLATERRA

MÚSICA ANTIGA - RENASCIMENTO

 

(?Lincoln, 1543; Stondon Massey, 04 de julho de 1623)

 

Compositor inglês, o mais versátil de sua época. Criado em Londres, foi aluno de Tallis. Em 1563, tornou-se organista e maestro do coro da catedral de Lincoln, onde se casou em 1568. Apesar de ter permanecido em Lincoln até c.1572, foi Gentleman da Chapel Royal a partir de 1570 e seu organista a partir de 1575 (a princípio juntamente com Tallis). Em Londres, estabeleceu-se rapidamente como compositor, fazendo amigos e patronos influentes e ganhando favores da rainha Elisabeth, que lhe concedeu uma patente (com Tallis) em 1575, para a impressão e comercialização de papel para partituras.

 

Após a morte da esposa, nos anos 1580, voltou a se casar. Ele e sua família foram frequentemente citados como católicos não conformistas, mas continuou a compor abertamente para a igreja romana. Em 1593, Byrd mudou-se para Essex, onde passou o resto de sua vida, envolvendo-se frequentemente em litígios sobre terras. Sua fama foi muito grande: era descrito como "Pai da Música Inglesa". Contou entre seus alunos com Morley e Tomkins.

 

Grande parte da vasta e variada produção de Byrd foi impressa durante sua vida. Sua música sacra tem um vasto âmbito de estilo e espírito, dos motetos floreados e penitentes das Cantiones sacrae, até os concisos e devotos da Gradualia (seções de motetos com intenção de formar um conjunto marcante de Próprios da missa completos). Suas canções seculares antecedem o autêntico madrigal; usam um contraponto intrincado e fluente, derivado de um estilo inglês anterior (por exemplo, Tallis, Taverner) e vão das lamentações solenes aos gracejos exuberantes.

 

Sua música instrumental é especialmente importante: as muitas canções para consort influenciaram grandemente o posterior ayre para alaúde, enquanto as peças para virginal não tem paralelo na riqueza de invenção e no brilho contrapontístico. Em todos os gêneros em que escreveu, Byrd foi ao mesmo tempo tradicionalista e inovador, canalizando as ideias continentais para uma tradição nacional inglesa, e seu âmbito expressivo foi extremamente amplo e incomum para a sua época. Escreveu com igual gênio tanto para a igreja católica quanto para a anglicana.

 

Católico em terra protestante, a reputação de William Byrd como compositor era tamanha que o livrou das sérias consequências de manter sua fé sob a lei inglesa. As obras religiosas de Byrd mostram uma refinada técnica contrapontística, especialmente no uso da imitação. Seus anthems em verso, motetos, canções de consort e peças instrumentais são profundamente expressivos. Sua música raramente mostra influência de seu mestre, Thomas Tallis.

 

Byrd talvez seja mais conhecido por sobreviver no topo da sociedade na Inglaterra protestante apesar de sua intensa – e pouco disfarçada – fé católica. Seus patronos, que incluíam tanto ricos católicos como a “Rainha Virgem”, Elisabete I, encomendaram-lhe amplo leque de música para serviços religiosos e usos domésticos. Afora sua música anglicana, Byrd compôs e publicou diversas obras católicas para serem executadas apenas em contexto doméstico. Sua produção musical secular também foi grande, incluindo peças do primeiro repertório importante para virginais.

 

A principal realização de Byrd foi a fusão do contraponto renascentista com elementos expressivos da música inglesa. Desde sua "redescoberta" no século XX, suas obras tornaram-se muito apreciadas pelos músicos, que as consideram o auge da música britânica do Renascimento.

 

 

Principais obras: 

. Ave Verum Corpus – sequência 

. Susanna Fair – canção 

. Missa para quatro vozes – partitura de missa.



 

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Referências bibliográficas:

. História Universal da Música , Kurt Pahlen – Ed.Melhoramentos

. História da Música Ocidental, Donald J.Grout e Claude V.Palisca – Gradiva

. Guia Ilustrado Zahar da Música Clássica

. Dicionário Grove de Música, Edição concisa Zahar