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Os mais famosos compositores da linha do tempo

Páscoa na Música Clássica, A

Última modificação : Domingo, 04 Abril 2021 10:11



Há várias formas de música litúrgica especialmente destinada aos autos de culto. São oratórios, missas, cantatas de igreja e similares. Para os cultos da Páscoa, a forma é conhecida como paixão,  gênero da cantata ou oratório que se executa durante a Semana Santa, cujo tema é a paixão de Cristo tal como relatam os quatro evangelhos. A mais antiga paixão inteiramente musicada foi composta por um protestante e remonta, provavelmente, ao século XVI. O fato curioso é que o gênero paixão ficou especialmente ligado ao culto protestante na Alemanha. 


 

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)

Paixão Segundo São Mateus BWV 244 (em latim: Passio Domini nostri Jesu Christi secundum Evangelistam Matthaeum), conhecida na Alemanha pelo nome de Matthäuspassion, é um oratório, que representa o sofrimento e a morte de Cristo segundo o Evangelho de São Mateus, com libreto de Picander (Christian Friedrich Henrici). Foi composta por volta de 1727.

 

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Paixão segundo São João, BWV 245 (em alemão:Johannes-Passion), é um  oratório  sacro. A peça foi composta em Leipzig, no inverno que precedeu a Sexta-feira Santa de 1724. A obra é uma representação dramática do texto contido no Evangelho de João, emoldurada por dois corais (abertura e final) e dramatizada de forma reflexiva em recitativos, corais, ariosos, e arias. Comparada com a Paixão segundo São Mateus, BWV 244, a Paixão segundo São João tem sido descrita como mais extravagante, com um andamento expressivo, às vezes desenfreado e menos "acabado".

 

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JOSEPH HAYDN (1732-1809)

As Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz  (em alemão: Die Sieben Worte unseres últimos Erlösers am Kreuze ou "As Sete últimas Palavras de Nosso Salvador sobre a Cruz"), é um belíssimo oratório, como os tantos compostos por Haydn. Originalmente, este oratório foi composto 1787 para a Sexta-feira Santa. A peça consiste de uma introdução, sete sonatas e um finale.

 

Haydn consegue inserir em cada uma das sonatas uma das falas de Cristo na Cruz:

(I)  "Pater, dimitte illis, quia nesciunt, quid faciunt",

(II) "Hodie mecum eris in Paradio",

(III) "Mulier, ecce filius tuus",

(IV) "Deus meus, Deus meus, utquid dereliquisti me"

(V) "Site",

(VI) "Consummatum est",

(VII) "Em manus Tuas, Domine, commendo spiritum meum".

 

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LUDWIG VAN BEETHOVEN (1770-1827)

O oratório Christus am Ölberge, Op.85 (em português, “Cristo no Monte das Oliveiras”), de Beethoven resgata o episódio do Jardim das Oliveiras. O libreto é de autoria do poeta Franz Xaver Huber, com quem o compositor colaborou ativamente. A obra foi concluída em poucas semanas, no final de 1802, logo após ter escrito o famoso Testamento de Heilligenstadt – carta dirigida à seus irmãos Karl e Johann, na qual, sob o impacto dos primeiros sinais de surdez, afirma sua convicção na música como redentora de todos os males.

 

A estreia aconteceu do ano seguinte, em 5 de abril, no Theater an der Wien, em Viena. Mais tarde o compositor reviu a partitura para publicação pela Breitkopf & Härtel. Os quase dez anos que se passaram entre a composição e a publicação resultaram na atribuição de um número de opus relativamente elevado a ela.

 

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Krzysztof PENDERECKI (1933)

Paixão segundo São Lucas ou Paixão e Morte de nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas foi escrita em 1966. É uma obra de profunda espiritualidade radical, asfixiante.

A Paixão segundo São Lucas de Penderecki leva em conta o texto do Evangelho de Lucas e outras fontes - hinos, salmos e lamentações. Causa profundo impacto emocional. O texto é em latim.

 

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