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Os mais famosos compositores da linha do tempo

GLINKA, MIKHAIL IVANOVITCH (1804 - 1857)

Última modificação : Sexta, 10 Julho 2015 15:47



RUSSO - ESCOLAS NACIONAIS - RUSSA - c.195 OBRAS

 

Glinka é considerado o pai da música russa, tendo produzido a primeira ópera russa bem sucedida. Ao rejeitar as formas e a harmonia tradicionais alemãs em prol de uma música desenvolvida a partir de melodias à moda popular, suas obras mostram exuberância rítmica, cromatismo com toques orientais e clareza vigorosa das texturas orquestrais, modelos de uma sonoridade russa que inspirou sucessivas gerações de compositores.

 

 

Vida. Compositor russo, Mikhail Ivanovitch Glinka nasceu em Novospasskoye a 01 de junho de 1804 e morreu em Berlim a 15 de fevereiro de 1857. Sua formação musical foi bastante irregular. Só veio a sistematizá-la a partir de 1828, quando, por motivo de saúde, viajou para a Itália.

 

Durante os três anos que passou em terra italiana, Glinka amadureceu seu antigo projeto de criar uma música nacional russa. De passagem por Berlim é fortemente estimulado pelo exemplo de Weber, que havia criado uma ópera característicamente alemã.

 

Projeção. De volta à Rússia, em pouco tempo compõe a ópera Zizn te tsaria (1836; A Vida pelo czar), cujo enredo se passa durante a guerra russo-polonesa em 1635. A ópera obtém um sucesso triunfal. Seus coros e danças autenticamente populares e o patriotismo do libreto assinalam o começo de uma escola musical genuinamente russa. Animado pelo sucesso, Glinka escreve outra ópera: Ruslam i Ludmila (1842; Ruslan e Ludmila), baseada no poema homônimo de Puchkin. Desta vez utiliza o orientalismo procedente das regiões fronteiras com a Ásia. Apesar do interesse exótico e da estrutura mais sólida, a obra foi menos aplaudida que A Vida pelo czar, que até hoje é muito representada na Rússia, sob o título de Ivan Sussanin.

 

Em 1884, Glinka vai até Paris e, posteriormente, para a Espanha, onde permanece dois anos em convívio com músicos populares. Frutos desse convívio são as peças sinfônicas Jota aragonesa (1845) e Una Noche de verano en Madrid (1848). São obras que refletem o interesse do compositor pelos modos espanhóis, assim como um outro trabalho sinfônico, intitulado Kamarinskaja, é reflexo de pesquisas sobre os modos ucranianos. Desde a composição de suas duas óperas, Glinka tinha-se voltado para o modalismo da velha música litúrgica eslava. Convencera-se de que esse modalismo tinha deixado vestígios na música popular russa. Também escreveu inúmeros Lieder.

 

 

Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional