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Nove Bachianas Brasileiras de Villa-Lobos, As

Última modificação : Sexta, 13 Maio 2016 15:21



HEITOR VILLA-LOBOS (1887-1959)

BRASILEIRO – ESCOLA NACIONALISTA BRASILEIRA - c.1.000 

 

As nove Bachianas Brasileiras (1930-1945) são, como os Choros (1920-1929), escritas para uma variedade de formações. A motivação para compor as obras desse ciclo, de acordo com o próprio Villa-Lobos, foram as semelhanças que encontrou entre as músicas folclóricas do sertão brasileiro e a obra de Johann Sebastian Bach (1685-1750), numa tentativa genial de fundir os procedimentos contrapontísticos desse grande gênio com o espírito da música brasileira.

 

As Bachianas Brasileiras compõem uma série de nove obras escritas para formações diversas. Em geral, guardam semelhanças com a forma da suíte. As peças não são como meras imitações de Bach, mas sim como um tributo personalíssimo, uma magistral homenagem de Villa-Lobos ao velho mestre de Eisenach. Além disso, as peças tiveram papel fundamental na afirmação da música nacionalista brasileira na primeira metade do século XX, posto que, àquela época, as artes no Brasil passavam por um importante processo marcado pela valorização e consolidação de uma produção artística genuinamente nacional. A utilização de elementos tomados das peculiaridades da fauna e da flora, da geografia, do homem, da mulher e do folclore brasileiro, foram freqüentes pretextos para a atividade criadora das artes plásticas e da literatura daquele período, assim como fonte de inspiração perene para os compositores. No caso das Bachianas, essa preocupação se refletiu, dentre outras coisas, na dupla denominação de cada movimento da suíte, pois, além de um título tradicional (normalmente tomado de uma forma barroca), um subtítulo foi acrescido para indicar um gênero tipicamente brasileiro.

 

 

Bachianas Brasileiras n° 1 para oito violoncelos (1930)

Esta obra foi composta em 1930, tendo sua primeira audição em 22 de setembro de 1932.

Dedicada a Pablo Casals, para orquestra de cellos e escrita para os concertos sinfônicos de Walter Burle-Max no Rio de Janeiro

 

Com três movimentos:

Introdução (Embolada) - Animato

Prelúdio (Modinha) - Andante

Fuga (Conversa) - Un poco animato

 

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Bachianas Brasileiras n° 2 para orquestra de câmara (1930)

Assim como a n° 1, foi composta em 1930 e estreada em Veneza em 1938, por Alfredo Casella.

 

Com quatro movimentos, cada um re-explorando alguma peça mais antiga para piano ou para violoncelo e piano:

Prelúdio (O Canto do Capadocio) - Adagio - Andantino

Ária (O Canto da Nossa Terra) - Largo

Dança (Lembrança do Sertão) - Andantino moderato

Tocata (O Trenzinho do Caipira) - Un poco moderato

Este último movimento se caracteriza por imitar o movimento de uma locomotiva com os instrumentos da orquestra. A melodia recebeu letra composta por Ferreira Gullar.

 

Vídeo

 


Bachianas Brasileiras n° 3 para piano e orquestra (1938)

Dedicada à Mindinha.

Estreou em 1947, tendo como pianista José Vieira Brandão e como regente o próprio Villa-Lobos.

 

Com quatro movimentos:

Prelúdio (Ponteio) - Adagio

Fantasia (Devaneio) - Allegro moderato

Ária (Modinha) - Largo

Toccata (Picapau) - Allegro

 

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Bachianas Brasileiras n° 4 para piano solo ou grande orquestra (1930-1936)

Foi composta para piano solo. Estreou  somente em 1939. Recebeu novo arranjo para orquestra em 1941, estreando em meados do ano seguinte.

 

Com quatro movimentos:

Prelúdio (Introdução) - Lento

Coral (Canto do Sertão) - Largo

Ária (Cantiga) - Moderato

Dança (Miudinho) - Muito animado

 

Vídeo

 


Bachianas Brasileiras n° 5 para soprano e oito violoncelos (1938-1945)

Provavelmente o trabalho mais popular do compositor, tendo sido a mais gravada fora do Brasil, é dividida em dois movimentos:

 

Aria (Cantilena) - Adagio (1938)

Foi dedicada a Arminda Villa-Lobos. A letra deste movimento é de Ruth Valadares Corrêa, e a composição possui semelhanças com obras como a "Ária" de Bach e o "Vocalise" de Rachmaninov. Ruth Valadares também foi a cantora do movimento durante sua estreia em 1939, sob condução do próprio Villa-Lobos .

 

Dança (Martelo) - Allegretto (1945)

A letra deste movimento é de Manuel Bandeira, apresentada em 1945. Dois anos mais tarde, estreou em Paris.

 

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Bachianas Brasileiras n° 6 para flauta e fagote (1938)

É a única Bachianas que se enquadra no setor da música de câmara.

 

Com dois movimentos:

Ária (Chôro) - Largo - neste movimento temos uma admirável fusão do choro com o estilo de Bach

Fantasia - Allegro

 

Vídeo

 


Bachianas Brasileiras n° 7 para orquestra (1942)

Dedicada a Gustavo Capanema, o notável Ministro da Educação e Cultura, de Getúlio Vargas,

 

Com quatro movimentos:

Prelúdio (Ponteio) - Adagio

Giga (Quadrilha Caipira) - Allegretto scherzando

Toccata (Desafio) - Andantino quasi allegretto

Fuga (Conversa) - Andante - a 4 vozes

 

Vídeo

 


Bachianas Brasileiras n° 8 para orquestra (1944)

A primeira audição desta obra foi dada na Academia Santa Cecília, em Roma, sob a regência de Villa-Lobos.

 

Com quatro movimentos:

Prelúdio - Adagio

Ária (Modinha) - Largo

Toccata (Catira Batida) - Vivace (Scherzando)

Fuga - Poco moderato

 

Vídeo

 


Bachianas Brasileiras n° 9 para coro a cappella ou orquestra de cordas (1945)

Esta peça representa o clímax da obra vocal de Villa-Lobos. Tem sido ouvida mais frequentemente em sua versão orquestral.

 

Com dois movimentos:

Prelúdio

Fuga - a 6 vozes

 

Vídeo - Orquestra de Cordas

 

Vídeo - a cappella

 

 

Fontes:

. Wikipedia.org

. "Villa-Lobos - O homem e a obra", Vasco Mariz