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Os mais famosos compositores da linha do tempo

MESSIAEN, OLIVIER (1908-1992)

Última modificação : Segunda, 23 Fevereiro 2015 17:42



FRANCÊS - MÚSICA MODERNA - 74 OBRAS

 

Messiaen é uma das personalidades mais paradoxais da música. Grande radical do século XX,  foi também profundamente tradicional, serenamente convicto das verdades da fé católica, não vendo contradição entre essas atitudes. Percebeu que tinha de desenvolver sua linguagem radicalmente nova para conferir expressão mais incisiva às suas fervorosas crenças.

 

Vida. Compositor francês, Olivier Messiaen nasceu em Avignon, Vaucluse, a 10 de dezembro de 1908 e morreu em Clichy, França, 27 de abril de 1992. Estudou em Ambert e Grenoble. Em 1919 entrou para o National Supérieur de Musique, em Paris, onde teve como professores Marcel Dupré, Maurice Emmanuel e Paul Dukas. Em 1931 foi nomeado organista da igreja La Trinité, em Paris. Passou a interessar-se pela música oriental, particularmente a indiana, e de países sul-americanos (Peru e Bolívia), ao mesmo tempo em que se dedicava ao estudo do canto de pássaros. Em 1936 fundou o movimento Jeune France, com André Jolivet, Daniel Lesur e Yves Baudrier. Foi membro do Institut de France e professor de composição do Conservatoire.

 

Projeção. Compositor neobarroco, Messiaen desde o começo deixa-se inspirar pela fé católica, interpretando-a com exaltação mística. Sua primeira obra orquestral é Les Offrandes oubliées (1931; As Oferendas esquecidas). Outra obra que segue esse estilo é La Transfiguration de Note Seigneur Jésus-Christ (1969), para coro, orquestra e sete solistas instrumentais. Nos quase quarenta anos entre uma e outra persistem as mesmas preocupações com as tentações da carne, o reino das trevas e a salvação. Eclético quanto ao estilo, as principais influências por ele sofridas vão de Debussy a Stravinski e, ainda, Alban Berg. Além dos elementos exóticos pelos quais se interessou desde cedo - ritmos hindus e de outras origens -, há em sua música ressonâncias bachianas e a inclusão de cantos de pássaros.

 

Obras. Em alguns livros, Messiaen expõe suas principais ideias musicais: Technique de mom langage musical (1944; Técnica de minha linguagem musical) e Quatre études de rythme (1949-1950; Quatro estudos de ritmo). Neste último opõe-se a Schönberg, apresentando sua teoria dos ritmos só para composições ortodoxas e para música eletrônica. Compositor personalíssimo, que não pode ser comparado a qualquer outro, entre suas obras destacam-se La Nativité du Seigneur (1935; A Natividade do Senhor), para órgão; Quator pour la fin du temps (1841; Quarteto para o fim dos tempos), para violino, clarineta, violoncelo e piano, composto e executado no campo de concentração onde esteve preso, durante a segunda guerra mundial.

 

E ainda: Trois petites liturgies de la présence divine (1944; Três pequenas liturgias da presença divina), para vozes e orquestra; Vingt regards sur l´Enfant Jésus (1944; Vinte visões do Menino Jesus), solo de piano de duas horas e meia de duração. Suas obras orquestrais mais importantes são a sinfonia Tarangalila (1948), em dez movimentos, com um solo destacado de piano, e Chronochromie (1960), para 18 solos de cordas e percussão. Entre as composições que incorporam cantos de pássaros, estão: Le Réveil des oiseaux (1953; O Despertar dos pássaros); Oiseaux exotiques (1956; Pássaros exóticos) e Catalogue d´oiseaux (1958; Catálogo de pássaros).


 

 

 

Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional