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Os mais famosos compositores da linha do tempo

OFFENBACH, JACQUES (1819-1880)

Última modificação : Sexta, 07 Novembro 2014 18:07



FRANCÊS - ÓPERA ROMÂNTICA - C.100 OBRAS

 

Offenbach criou a opereta francesa. Várias obras suas se estabeleceram no repertório tradicional, como La belle Hélène e Orphée aux enfers entre as mais populares já escritas. Mas ele também compôs uma obra-prima da grand opéra, Os contos de Hoffmann, deixada inacabada à sua morte. Situada na Alemanha e em Veneza, inclui a cena da gôndola com a famosa Barcarolle.

 

Vida. Compositor francês de origem alemã, Jacques Offenbach nasceu em Colônia a 20 de junho de 1819 e morreu em Paris a 05 de outubro de 1880. Filho de um cantor de sinagoga, foi para Paris ainda jovem e estudou violoncelo no Conservatoire durante um ano. Entrou em seguida para a orquestra da Opéra-comique. Foi chefe de orquestra do Théâtre Français e, depois, fundou o teatro Bouffes-Parisiens. Compôs uma série de operetas de enorme êxito popular. Viveu os últimos anos de vida em penosa solidão, compondo, sua obra mais ambiciosa, que seria estreada após sua morte.

 

Projeção. Offenbach compõe de início chansonettes sobre paródias de textos clássicos; mas, já em 1847, sua Chanson de Fortunio, para o poema "Le Chandelier", de Alfred de Musset, é música mais séria. Em pleno apogeu do II Império, da vida parisiense alegre e irreverente, o compositor torna-se popular por uma série de operetas, particularmente após tornar-se diretor do teatro Bouffes-Parisiens. Destacam-se nessa época suas operetas Orphée aux enfers (1858; Orfeu no inferno), paródia espirituosa de Gluck, Le Pont des soupirs (1861; A Ponte dos suspiros), Le Brésilien (1863; O Brasileiro) e La Belle Hélène (1864; A Bela Helena).

 

Outras obras. Nas composições citadas, predomina o espírito burlesco e irreverente do cancã, que culmina em sua opereta La vie parisienne (1866; A Vida parisiense). Várias obras importantes de Offenbach, apresentadas em seguida, são hoje injustamente esquecidas: La Grande-duchese de Gerolstein (1867; A Grã-duquesa de Gerolstein), La Périchole (1868), La Princesse de Trébizonde (1868; A Princesa de Trebizonda), entre outras. São obras cômicas, mas também fantásticas, que irradiam uma atmosfera mágica de absurdo divino.

 

A mais conhecida das obras de Offenbach é a ópera Les Contes d´Hoffmann (1881; Os Contos de Hoffmann). Nela o autor abandona a frivolidade ou ligeireza, característica da maioria de suas operetas, e procura captar a atmosfera romântica dos contos de E.T.A.Hoffmann. Intitulada opéra-fantastique, sua orquestração e recitativos adicionais são de Ernest Guiraud, que nela inclui a peça mais popular do compositor: a barcarola, retirada da opereta de Offenbach, Die Rheinnixen (1864; As Ninfas do Reno). Embora alguns críticos a censurem como excessivamente operística, Les Contes d´Hoffmann possui uma qualidade evocativa, uma atmosfera quase onírica; a obra continua no repertório. Offenbach compôs ainda pantomimas e o balé Le Papillon (1860; A Borboleta).

 

 

 

Fonte:

Enciclopédia Mirador Internacional