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Os mais famosos compositores da linha do tempo

Minimalismo

Última modificação : Quinta, 08 Setembro 2016 14:24



 

Termo usado desde o início dos anos 70 a várias práticas de composição utilizadas desde o começo dos anos 60 (quando eram geralmente conhecidas como "música sistemática"), cujas características - harmonia estática, ritmos e repetição padronizados - buscam reduzir radicalmente a gama de elementos compositivos. Entre os principais compositores de música minimalista estão La Monte Young, Terry Riley, Steve Reich, Philip Glass, Cornelius Cardew e Michael Nyman.

 

As origens do minimalismo podem remontar até a música de Satie e as primeiras obras de Cage, e também à música de Bali, da África negra e da Índia. O Trio para cordas (1958), de Young, com suas notas uniformes e prolongadas e sua ausência de ritmo, preparou o caminho. In C (1964), de Riley, introduziu os elementos de pulsação e a repetição de minúsculas células de motivos em uma harmonia única; dura mais de 90 minutos. Reich buscou não apenas explorar as possibilidades da pulsação, mas também as relações lentamente cambiantes que ocorrem quando um material pouco a pouco se defasa de si mesmo. Suas primeiras experiências com phasing (justaposição de fases, em Come Out, 1966) foram conseguidas com manipulação de fitas magnéticas preparadas, mas também com intérpretes tocando ao vivo, especialmente em Drumming (1971), que chamou de "música como um processo gradual".

 

A abordagem característica, e igualmente severa, de Glass cria alteração rítmica por meio de acréscimo e subtração de subcélulas de uma frase musical. É típico que um motivo forte, rápido, intenso, seja estabelecido através de repetição, e então fragmentos dele comecem a ser repetidos ou omitidos, como em 1 + 1 (1968).

 

Outros compositores desenvolveram abordagens minimalistas individuais, incluindo a redução dos meios de composição, a um punhado de notas. A repetição incessante de um material, com pulsação imutável, ou o prolongamento de notas isoladas, o phasing de ritmos, o processo de adições de pequenas células de motivos, o uso de harmonias simples, tonais ou modais, e a exploração de timbres isolados são algumas das técnicas minimalistas. Os compositores aplicaram essas técnicas à ópera (por exemplo, Einstein on the Beach, 1976, e Akhnaten, 1984, de Glass; Nixon in China, 1987, de John Adams).

 

O minimalismo, com sua rejeição da crescente complexidade que marcou a maior parte da música ocidental desde os anos 1600, representa um afastamento do que se entende habitualmente por desenvolvimento da vanguarda, e suas qualidades hipnóticas, à guisa de transe, o aproximaram de outros tipos de desenvolvimento em círculos intelectuais dos anos 80 (por exemplo, o interesse pela meditação e por processos de pensamento não ocidentais). Também levou a uma maior aproximação de parte da música séria com a música popular e o rock.

 

 

EXEMPLOS MUSICAIS:

 

La Monte Young

Trio para cordas

 

Terry Riley

In C

 

Steve Reich

Come Out




 

 

FONTE BIBLIOGRÁFICA:

Dicionário Grove de Música, Edição Concisa, 1994 - Edição Língua Portuguesa, Jorge Zahar Editor.